Split Risk: De Seguradora Inovadora a Plataforma IaaS em Expansão

Ascensão da Split Risk: Do Descarte às Seguradoras
Em 2013, Pedro Pires enfrentou sete negativas de seguradoras, mas a recusa não o deteve. A ideia de oferecer seguros a consumidores excluídos do mercado tradicional impulsionou a criação da Seven, que mais tarde se transformaria na Split Risk. A empresa, hoje regulada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), alcançou um faturamento de R 60 milhões em 2025, combinando operação de proteção veicular com tecnologia.
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Origens e a Visão de Pedro Pires. O fundador da Split Risk, Pedro Pires, iniciou sua trajetória no mercado financeiro após uma carreira no Itaú, onde questionava a falta de sensibilidade na concessão de crédito. A oportunidade de estruturar a operação de crédito de uma instituição em Uberlândia foi o catalisador para sua mudança de foco.
A percepção de uma lacuna no mercado – consumidores que conseguiam financiar veículos, mas não tinham acesso a proteção adequada – gerou a ideia inovadora que se tornaria a base da Split Risk.
O Modelo Mutualista e a Criação da Seven
Diante das negativas das seguradoras, Pires optou por um modelo mutualista, em que um grupo de participantes forma um fundo coletivo para dividir os custos em caso de sinistro. O modelo, que se diferenciava do seguro tradicional, permitiu que a Seven, nome inspirado nas sete negativas, alcançasse cerca de 40 mil associados ativos e um faturamento mensal entre R 5 milhões e R 6 milhões entre 2013 e 2019.
A Regulamentação e o Surgimento da Split Risk. A criação do Sandbox Regulatório da Susep, em 2020, representou um marco para a Split Risk. O processo de adaptação, que exigiu quase quatro anos, transformou a operação em uma seguradora regulada. A empresa desenvolveu uma plataforma de Insurance as a Service (IaaS), permitindo que outras empresas ofereçam seguros com sua própria marca, concentrando a tecnologia e a infraestrutura regulatória.
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Atualmente, a Split Risk reúne mais de 20 projetos em diferentes regiões do país.
Crescimento e Expansão em 2025
Em 2025, a Split Risk registrou 120 mil apólices emitidas e um faturamento de R 48,5 milhões, representando um aumento de 10% em relação ao ano anterior. O braço de tecnologia da companhia alcançou cerca de R 10 milhões em receita. A empresa também captou R 50 milhões com os grupos HSR Soluções e Participações e La Barca Empreendimentos, recursos destinados ao aumento do capital regulatório e ao desenvolvimento da plataforma tecnológica.
Estratégia de Triplicação e Novos Produtos. Com a estrutura regulatória consolidada, a Split Risk planeja triplicar a operação anualmente nos próximos três anos, focando na expansão do portfólio e no crescimento da plataforma de tecnologia. A empresa já oferece seguro automotivo e pretende lançar produtos de vida, prestamista, responsabilidade civil e seguros para o mercado imobiliário, buscando aumentar a participação dos parceiros que utilizam a infraestrutura para criar e distribuir seguros próprios.
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