Electrolux, Randoncorp e Siemens lucram com inovação e ESG na matriz limpa

EXAME: Matriz limpa e bioeconomia impulsionam Electrolux, Randoncorp e Siemens de forma sustentável, revelam especialistas.

28/10/2025 5:43

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Inovação Verde no Brasil: Desafios e Oportunidades

O Brasil se destaca como a segunda nação mais inovadora da América Latina e Caribe, ocupando a 52ª posição global, impulsionado por um cenário único: uma matriz energética limpa, biodiversidade continental e uma vocação histórica para a bioeconomia.

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Nos últimos anos, esses diferenciais têm atraído investimentos crescentes em inovações sustentáveis, como biocombustíveis e hidrogênio verde.

Investimento em P&D em Alta

O setor privado tem assumido um papel crucial nesse processo, com um aumento expressivo nos gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D). Em 2023, empresas e estatais investiram R$ 68,5 bilhões em P&D, mais que o dobro do investimento de 2000 (R$ 33,5 bilhões), segundo dados recentes do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Desafios na Comparação com Grandes Potências

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Apesar do progresso, a capacidade de inovação do Brasil ainda é limitada em comparação com países como China e Coreia do Sul, que lideram em pedidos de patentes. A industrialização brasileira, historicamente focada em produção pesada e bens de consumo duráveis, com uma precoce internacionalização, contribui para essa diferença.

Muitas indústrias importam licenças ou equipamentos, e as subsidiárias de empresas estrangeiras concentram a inovação em seus países de origem.

Oportunidades na Inovação Verde

A transição para uma economia de baixo carbono abre um leque de oportunidades para o Brasil, com foco em:

Exemplos de Inovação e Desafios

Diversas empresas e instituições estão impulsionando a inovação verde no Brasil:

Oportunidades e Desafios para o Futuro

Apesar do potencial, o Brasil ainda enfrenta desafios para se consolidar como um polo de inovação verde. A necessidade de aumentar o investimento em P&D, simplificar o processo de registro de patentes e democratizar o acesso a recursos financeiros são pontos cruciais.

Além disso, é fundamental fortalecer a colaboração entre os setores público e privado, e promover a capacitação de profissionais da área de inovação.

Com um compromisso contínuo com a inovação e a sustentabilidade, o Brasil pode aproveitar seu potencial natural e se tornar um líder global na transição para uma economia de baixo carbono.

  • Diversificação de Investimentos: Ampliar o financiamento para P&D, envolvendo empresas, governo e instituições de pesquisa.
  • Redução da Burocracia: Simplificar o processo de registro de patentes, especialmente para tecnologias verdes.
  • Democratização do Acesso: Criar instrumentos financeiros que facilitem o acesso a P&D para empresas de todos os portes, incluindo micro e pequenas empresas.
  • Fomento à Colaboração: Promover parcerias entre universidades, centros de pesquisa e empresas, além de incentivar a participação de startups e empresas de tecnologia.
  • Capacitação e Treinamento: Investir em programas de capacitação e treinamento para profissionais da área de inovação, com foco em tecnologias verdes e sustentáveis.
  • Siemens: Investe em soluções digitais para a transição sustentável, com foco em eficiência energética, gestão de resíduos e economia circular.
  • Randoncorp: Desenvolve tecnologias de propulsão alternativa, materiais compósitos e nanotecnologia para veículos e implementos agrícolas.
  • Greylogix: Criou uma cervejaria-modelo 100% sustentável, utilizando tecnologias como gêmeo digital e energia renovável.
  • Composs (Frasle Mobility): Desenvolve materiais compósitos que reduzem a massa dos componentes veiculares, diminuindo o consumo de combustível e as emissões.

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