Conecta Trampo vira agência de empregos focada em inclusão produtiva em favelas

Conecta Trampo revoluciona o mercado! Saiba como a nova agência focará em inclusão produtiva para moradores de favelas e periferias. Clique e confira!

17/04/2026 14:06

3 min

Conecta Trampo vira agência de empregos focada em inclusão produtiva em favelas
(Imagem de reprodução da internet).

Conecta Trampo Transforma-se em Agência de Empregos Focada em Inclusão Produtiva

A organização anunciou uma grande mudança em seu programa de empregabilidade, o Conecta Trampo. Ele será reformulado para se tornar uma agência de empregos dedicada à inclusão produtiva de jovens e adultos residentes em favelas e periferias. Essa iniciativa, divulgada com exclusividade, já conta com um grande número de pessoas qualificadas e parcerias estabelecidas com cerca de 100 empresas em todo o país.

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O novo modelo visa fortalecer a ligação entre os formandos em territórios considerados vulneráveis e as oportunidades reais de trabalho. Isso ocorre em um cenário nacional marcado por dificuldades generalizadas no processo de contratação de profissionais.

Desafios do Mercado de Trabalho Brasileiro

Dados recentes apontam que um número significativo de empresas enfrenta obstáculos para contratar ou manter seus colaboradores. Segundo a FGV, seis em cada dez empresas estão passando por desafios nesse sentido. Esse cenário afeta diversos setores importantes, como indústria, construção civil, varejo, tecnologia, logística e saúde.

Suporte Além da Intermediação de Vagas

Edu Lyra, CEO e fundador da organização, explicou que o projeto vai muito além da simples intermediação de vagas de emprego. Ele descreveu um tratamento completo e individualizado para os participantes.

“Atuamos como uma agência de empregos completa e vamos além. Realizamos triagem, preparação, conexão e suporte durante e após a contratação. Todo esse tratamento individualizado contribui para reduzir as barreiras estruturais enfrentadas por jovens e adultos de periferias no processo de inserção profissional”, detalhou Lyra.

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Contexto de Desigualdade no Acesso ao Emprego

A criação desta iniciativa reflete um contexto de profundas desigualdades no acesso ao mercado de trabalho. Dados do Censo 2022 do IBGE mostram que 16,39 milhões de pessoas vivem em favelas no Brasil, representando 8,1% da população total.

O levantamento do Data Favela indica um quadro variado: 53% dos moradores possuem emprego formal com carteira assinada, enquanto 18% são autônomos e 17% atuam na informalidade. Para os jovens, o desafio é ainda maior.

Desafios Específicos da Juventude Periférica

No Rio de Janeiro, por exemplo, 51% dos moradores de favelas entre 18 e 24 anos estavam desempregados, segundo um levantamento municipal. Em nível nacional, havia 10,3 milhões de jovens de 15 a 29 anos fora da escola e do trabalho em 2023.

Fatores como baixa escolaridade e a exclusão digital agravam o acesso ao emprego. Um estudo do Data Popular revelou que a média de escolaridade nas favelas é de seis anos, e apenas 36% dos jovens de 15 a 29 anos em comunidades do RJ tinham internet em casa.

Modelo Integrado de Formação e Impacto Social

O Conecta Trampo opera como uma frente de inclusão produtiva, estruturando sua atuação em três pilares principais. Estes são: a Academia do Emprego, focada na preparação para o mercado; o Jovem Falcão, que trabalha com competências socioemocionais e projeto de vida; e as Trilhas de Capacitações Estendidas (TCE), para formações mais avançadas.

Além da qualificação, o modelo incorpora um mecanismo de financiamento com impacto social. Cada contratação feita pela plataforma gera uma contribuição das empresas, variando entre R$ 300 e R$ 450, destinados à formação de novos participantes.

Edu Lyra enfatizou que a proposta visa comprovar o potencial produtivo das periferias. “O Conecta Trampo se fortalece para provar que o maior ativo das comunidades é o talento das pessoas. Nosso negócio social conecta essa potência à demanda crescente do mercado por profissionais qualificados”, afirmou.

A iniciativa, portanto, aposta na redução de barreiras estruturais para ampliar o acesso ao emprego formal, conectando efetivamente a oferta e a demanda em um mercado que enfrenta carência de mão de obra qualificada.

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