Black Brazil Unspoken: 10 talentos negros selecionados para impulsionar o cinema!

O Crescimento das Narrativas Negras no Cinema Brasileiro
Tem se tornado cada vez mais evidente a necessidade de maior representatividade de elencos e narrativas negras no cinema. Esse movimento tem ganhado força, especialmente em eventos de premiação. Por exemplo, o filme Pecadores conquistou quatro Oscars e garantiu a Ryan Coogler uma segunda indicação na categoria de Melhor Direção, sendo ele o único homem negro entre os nomeados.
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Desafios e Potencial no Setor Nacional
O cenário documental, contudo, apresenta desafios, visto que, com exceção de Geeta Gandbhir, todos os diretores indicados eram brancos. Embora ainda haja espaço a ser conquistado, o cinema produzido no Brasil vive um período de expansão notável.
Dados de Crescimento Quantitativo
Dados de coletivos do setor apontam que, das aproximadamente 1.100 obras dirigidas por pessoas negras registradas entre 1940 e 2022, mais de 80% foram produzidas a partir de 2010. Esse aumento quantitativo é positivo.
No entanto, esse crescimento encontra um obstáculo significativo no mercado comercial. Diretores negros ainda representam uma minoria nas estreias anuais, tanto no segmento de ficção quanto no de documentários.
Iniciativa para Impulsionar Talentos Negros
Neste contexto, surge o programa Narrativas Negras Não Contadas – Black Brazil Unspoken, em sua terceira edição. A iniciativa visa o desenvolvimento de documentaristas negros no país e está ligada ao WBD Access.
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Seleção e Participantes
A organização revelou, nesta quarta-feira, 15, os dez participantes selecionados para esta nova temporada. Um total de 596 projetos foram inscritos, vindos de diversas regiões do Brasil. A curadoria focou em histórias com grande potencial de conexão com o público e alinhadas ao formato documental.
Além disso, priorizou-se criadores com experiência prévia, mas que ainda não tiveram a oportunidade de liderar grandes produções. Ao final do programa, três projetos inéditos serão desenvolvidos para exibição na HBO Max.
Conheça os Talentos em Destaque
Entre os participantes estão nomes como Dominic Tomi, artista plástico e cineasta da Bahia, que trabalha a intersecção entre audiovisual, artes visuais e memória. Emanuelle Lima, roteirista de São Paulo, e Gabriele Roza, comunicadora do Rio de Janeiro, também fazem parte do grupo.
Outros nomes incluem Juliana Bispo, artista multidisciplinar de Salvador, e Luana Avelar, realizadora audiovisual de Salvador. Também estão presentes Luccas Araujo, de São Carlos, Luiz Fellipe Paixão, de Aracaju, Matheus Lopes do Rio de Janeiro, Tulani Nascimento de São Paulo, Victória Sales de São Paulo, e ainda os cineastas e profissionais de diversas regiões.
O Caminho para o Mercado Audiovisual
Os selecionados iniciarão uma jornada de dois meses intensa, recebendo mentorias e workshops com profissionais renomados da indústria. O objetivo final é que três projetos sejam escolhidos para produção e exibição na HBO Max, conectando essas histórias diretamente ao público e ao mercado.
O programa, lançado no Brasil em 2024, após passagens pelo Reino Unido, já demonstra um histórico sólido. Na sua estreia, os participantes tiveram um ciclo formativo com nomes como Emílio Domingues e Everlane Moraes. Na segunda edição, mais de 540 inscrições resultaram na produção e lançamento de três títulos na plataforma: Meu Nome é Tiana, Camisa 9 e Melodia Ancestral, que serão exibidos na HBO Max ainda neste ano.
A iniciativa foi reconhecida pela Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial como uma das melhores ações de diversidade do país em 2024.
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