Câmara trava projeto de jornada de trabalho: o que impede o avanço em 2026?

Câmara dos Deputados: Falta de Relator Impede Avanço de Projeto sobre Jornada de Trabalho
O presidente da Câmara dos Deputados, do partido Republicanos-PB, informou nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, que não há previsão para a indicação de um relator para o projeto enviado pelo governo visando acabar com a escala de trabalho 6 por 1.
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Sem essa figura, o projeto não consegue avançar, visto que o relator é quem deve elaborar o texto final a ser votado em plenário.
Direcionamento do Tramitar Legislativo
Segundo o presidente da Casa, embora seja um direito de Lula apresentar o projeto, a definição sobre o rito processual é de sua responsabilidade. Ele afirmou que, sobre o PL do governo contra a 6×1, o cronograma seguirá com a tramitação da PEC. Isso ocorre porque o âmbito de discussão é maior, permitindo uma proposta mais equilibrada e com espaço para a participação de todos.
Prioridades e Cronograma da PEC
Motta declarou que priorizará o andamento da PEC que já tramita na Câmara, sem desrespeitar o calendário já estabelecido. A votação desta proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) está marcada para o dia 22 de abril, após o feriado.
O projeto enviado pelo presidente (PT) segue em regime constitucional, o que significa que o Congresso terá um prazo de 45 dias em cada Casa para votar a matéria. Caso contrário, a pauta pode ser paralisada, impedindo a votação de qualquer outro projeto pelo Legislativo.
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Cautela e Impactos Políticos no Debate
Motta ressaltou a necessidade de debater o tema com muita cautela, avaliando os impactos que a mudança terá sobre o setor produtivo. É importante notar que a PEC em questão está parada na Câmara desde 2019, um período de quase sete anos.
Além disso, um fator que pesa contra o governo é o período eleitoral. O presidente da Casa não deseja conceder ao petista a aprovação de um projeto de tamanha magnitude tão próximo das eleições.
Diferenças entre os Projetos de Jornada
As PECs não passam por sanção presidencial, o que diminui o protagonismo do governo sobre a proposta e impede que Lula vete trechos considerados inadequados pelo Planalto. Assim, o Congresso assume o papel principal no debate.
O projeto do Executivo propõe a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias consecutivos de descanso remunerado, sem corte salarial e com implementação imediata. Já a PEC em tramitação na Câmara sugere a redução de 44 para 36 horas semanais, mas só valerá após 10 anos da promulgação.
Como o texto da PEC ainda não foi detalhado, não há definição sobre como essas 36 horas serão distribuídas. Isso pode abrir margem para que as horas sejam divididas em seis dias, mantendo apenas um dia de descanso, o que, na prática, não representa o fim da escala 6 por 1.
Conclusão sobre o Avanço Legislativo
O cenário atual mostra que, apesar da iniciativa governamental, o processo legislativo está travado pela ausência de um relator. A discussão se mantém em um ritmo cauteloso, focado em preservar o cronograma e ponderar os efeitos econômicos das mudanças propostas.
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