Fiemg critica corte de jornada e fim da escala 6×1: o que esperar da economia?

Fiemg critica projeto de jornada e fim da escala 6×1. Saiba por que a entidade chama a medida de “insustentável” e alerta para riscos ao PIB!

15/04/2026 18:37

3 min

Fiemg critica corte de jornada e fim da escala 6×1: o que esperar da economia?
(Imagem de reprodução da internet).

Fiemg Critica Projeto de Redução de Jornada e Fim da Escala 6×1

A Fiemg, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, manifestou veementes críticas ao projeto do governo federal que visa diminuir as jornadas de trabalho e acabar com a escala 6×1. Em nota divulgada nesta quarta-feira, dia 15, a entidade classificou a mudança como “insustentável” e “eleitoreira”, alertando para os possíveis danos que ela causará à economia nacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Análise da Entidade sobre a Proposta Governamental

Segundo a visão da Fiemg, a proposta apresentada carece de coerência e não foi fundamentada em análises técnicas aprofundadas sobre o tema. O governo federal enviou a matéria na última terça-feira, dia 14, e o Palácio do Planalto estaria planejando aprovar a medida em um prazo curto.

Impactos Econômicos Segundo a Fiemg

Mário Marques, presidente em exercício da Fiemg, declarou que reduzir a jornada sem uma compensação adequada pode impactar negativamente a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras. Ele enfatizou que a negociação coletiva é o caminho ideal para equilibrar as necessidades dos trabalhadores e a saúde financeira dos negócios.

A entidade divulgou um estudo que aponta um impacto de 16% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caso a proposta seja implementada. Além disso, a análise sugere o possível fechamento de cerca de 18 milhões de postos de trabalho devido à ausência de compensação após a redução das horas.

Críticas ao Foco Político da Mudança Trabalhista

O presidente da Fiemg também questionou os objetivos por trás da tentativa de alteração na escala de trabalho. Ele classificou a iniciativa como uma manobra eleitoreira, mais voltada para o ciclo eleitoral do que para as consequências práticas na economia e na vida dos trabalhadores.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Fiemg alertou que, sem alternativas viáveis, essa medida coloca em risco o sustento de milhões de brasileiros, agravando os desafios econômicos já existentes no país.

Contexto das Propostas no Congresso Nacional

Atualmente, tramitam na Câmara dos Deputados duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6×1. Contudo, o governo vê um projeto de lei simples, com caráter de urgência, como forma de acelerar a aprovação da matéria, visto que um PL exige menos votos que uma PEC.

As Iniciativas Legislativas em Debate

As PECs foram apresentadas pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que propõe reduzir a jornada de 44 horas para 36 horas semanais, sem corte salarial. Outra proposta, de autoria da deputada Erika Hilton (Psol-SP), sugere trocar a escala 6×1 pela 4×3, concedendo folga em três dias durante a semana.

O relator na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), está analisando ambas as propostas. Enquanto isso, o presidente Lula celebrou o envio do projeto ao Congresso, afirmando que ele representa um avanço para a dignidade familiar e para um país mais justo.

Próximos Passos no Legislativo

Nesta quarta-feira, dia 15, seria votada a admissibilidade das PECs na CCJ da Câmara. Este procedimento visa dar mais tempo aos deputados para uma análise mais detalhada do tema, mantendo o debate sobre as regras trabalhistas em pauta.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!