USP em paralisação: o que motiva os trabalhadores e estudantes em 2026?

USP em paralisação em 2026! Saiba o que motivou os docentes e funcionários, e as novas pautas dos estudantes após a posse do reitor. Clique e confira!

16/04/2026 19:16

3 min

USP em paralisação: o que motiva os trabalhadores e estudantes em 2026?
(Imagem de reprodução da internet).

Histórico de Paralisações na USP: Demandas Salariais e Estruturais

Desde 1995, a USP, a maior instituição de ensino do país, registrou um histórico de paralisações docentes ou de funcionários que somam pelo menos 680 dias. As reivindicações apresentadas ao longo desses anos costumam ser recorrentes, focando em melhores condições salariais e na contratação de mais professores.

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A Paralisação Recente e as Novas Demandas

A mais recente paralisação teve início na quarta-feira, 15 de abril de 2026, quase três meses após a posse do novo reitor. Este é o segundo movimento de paralisação na universidade estadual durante o governo atual.

Motivações dos Trabalhadores e Estudantes

Os trabalhadores técnicos e administrativos iniciaram a paralisação por tempo indeterminado, pleiteando a reposição de perdas salariais, um reajuste de aproximadamente 14% e a incorporação fixa de R$ 1.600 aos vencimentos. Posteriormente, os estudantes também aderiram ao movimento.

A movimentação ganhou força após a reitoria criar a GACE (Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas) em 31 de março, um bônus destinado a professores por atividades extras. Essa medida gerou preocupações, especialmente entre os docentes, que temem a substituição de reajustes salariais por bônus.

Pautas Diversificadas na Greve

A adesão dos estudantes adicionou novas pautas ao movimento. Eles manifestam desejo por melhorias no sistema de permanência estudantil, no Papfe, além de reivindicar negociações diretas sobre a gestão e o uso dos espaços universitários.

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Memória das Lutas: Conquistas e Reivindicações Passadas

Ao longo das últimas três décadas, as greves na USP mantiveram temas constantes, como a necessidade de reajustes salariais, mudanças no financiamento da universidade e questões de contratação de pessoal.

Destaques Históricos de Paralisação

Em 2023, o foco principal foi o déficit de professores. A paralisação de estudantes e funcionários durou 42 dias, culminando no anúncio da reitoria sobre a abertura de 148 vagas para docentes temporários.

Outros marcos incluem: em 2014, a mais longa greve da história da instituição, com 116 dias de paralisação, onde professores e funcionários lutaram contra o congelamento salarial, obtendo um reajuste de 5,2% e um abono de 28,6%. Em 2009, foram 57 dias de paralisação, resultando em um aumento salarial de 6,05% e benefícios adicionais.

Outros Movimentos Significativos

Em 2007, uma greve de 20 dias ocorreu, acompanhada por 50 dias de ocupação da reitoria por estudantes e funcionários. O protesto era contra decretos do então governador (PSDB) que aumentavam o controle governamental sobre a gestão financeira das universidades.

Em 2004, a paralisação durou 62 dias. Os reivindicadores pediam um reajuste salarial de 16% e um aumento no repasse do ICMS, principal fonte de financiamento. Embora tenham conseguido um aumento de 6%, o valor ficou abaixo do pleiteado.

A Luta pela Carreira Docente e Estudantil

Em 2002, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) teve uma greve ampla, com a adesão docente durando 101 dias. O cerne da disputa era a carência de profissionais, visto que a proporção aluno/professor na FFLCH era de 35 para 1, muito superior aos 14 estudantes por docente em toda a USP.

Em 2000, professores e funcionários conseguiram um reajuste de 22,45% após 52 dias de greve, o maior percentual na série histórica analisada. Já em 2012, estudantes lideraram uma paralisação de quatro meses, exigindo o fim do convênio entre a USP e a Polícia Militar.

Em 2013, houve ocupação da reitoria por alunos, com o método de eleição para reitor sendo o ponto central de debate.

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