Ataque em Belém: Estudantes agridem homem de rua e expõem falhas graves!

Ataque em Belém expõe racismo e capacitismo. Saiba como a Justiça exige políticas públicas urgentes para a população de rua!

15/04/2026 22:18

3 min

Ataque em Belém: Estudantes agridem homem de rua e expõem falhas graves!
(Imagem de reprodução da internet).

Ataque a Homem em Situação de Rua em Belém Exponha Problemas Estruturais

Um homem em situação de rua, com deficiência intelectual, foi agredido com uma arma de choque por estudantes de Direito em Belém. Segundo informações do Ministério Público do Estado do Pará, a vítima convive nas ruas há mais de seis anos.

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O caso ganhou grande visibilidade e impulsionou uma ação coordenada entre diversos órgãos públicos com o objetivo de combater a discriminação contra essa população vulnerável.

Ação Judicial e Denúncia de Vulnerabilidade

Uma manifestação apresentada à Justiça Federal, envolvendo o Ministério Público Federal, o MPPA, a Defensoria Pública da União e a Defensoria Pública do Estado do Pará, detalhou a situação da vítima.

Foi apontado que o homem, negro e com deficiência intelectual, não recebia acompanhamento médico ou psicossocial adequado, nem contava com o acolhimento necessário do poder público.

Detalhes do Incidente e Identificação dos Envolvidos

O episódio ocorreu em frente a uma universidade particular, na avenida Alcindo Cacela, e foi registrado em vídeo. As imagens mostram um estudante se aproximando da vítima, que caminhava de costas, e aplicando descargas elétricas com um dispositivo de eletrochoque.

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Os agressores foram identificados como Altemar Sarmento Filho, apontado como quem usou a arma, e Antônio Coelho, que teria filmado o ato. A CNN Brasil tentou contato com a defesa dos suspeitos.

Exigência por Políticas Públicas de Conscientização

Para as instituições envolvidas, o incidente não é um fato isolado, mas sim um reflexo de um problema estrutural complexo. Este problema envolve a intersecção de racismo, capacitismo, preconceito contra pessoas com deficiência e aporofobia.

Diante disso, os órgãos solicitaram que a União, o estado do Pará e o município de Belém criem e iniciem, em um prazo máximo de dez dias, uma ampla campanha institucional de conscientização pública sobre os direitos da população em situação de rua.

Conteúdo e Penalidades da Campanha Solicitada

A proposta de campanha deve incluir ações contínuas em diversos meios, como televisão, rádio, mídias sociais e mobiliário urbano. O foco é orientar sobre o respeito aos direitos fundamentais e divulgar serviços públicos disponíveis.

O pedido também visa combater a aporofobia e fornecer informações claras sobre os canais de denúncia. Foi sugerida a fixação de uma multa diária mínima de R$ 10 mil caso os entes públicos descumpram o prazo.

Investigações em Curso e Repercussão Social

Paralelamente, o MPF abriu um procedimento investigativo por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão. A Polícia Civil do Pará também instaurou inquérito e apreendeu o dispositivo de choque usado na agressão.

Os estudantes envolvidos já foram afastados pelo Centro Universitário do Pará, que iniciou um procedimento administrativo interno. Em 2026, a entidade classificou o episódio como “intolerável”, ressaltando a dimensão racial do caso.

Racismo Estrutural e Protestos Comunitários

Segundo a instituição, a violência contra pessoas em situação de rua, especialmente quando negras, está enraizada em um contexto estrutural de racismo que historicamente desumaniza esses corpos. Nesta quarta-feira (15), moradores, movimentos sociais e estudantes protestaram em frente à faculdade onde os crimes ocorreram, exigindo a expulsão dos dois estudantes de direito.

As ações judiciais e sociais apontam para a necessidade urgente de políticas públicas efetivas e o combate ativo às formas de preconceito contra essa parcela da população.

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