Trump aumenta tarifas sobre produtos brasileiros e chineses em 2026

Lead: Em 1º de fevereiro de 2026, a administração do presidente americano, Donald Trump, propôs tarifas de 25% sobre uma vasta gama de produtosbrasileiros, acionando a legislação comercial americana Seção 301.
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A medida, que visa investigar práticas comerciais de outros países, já impacta mais de 60 nações, incluindo a União Europeia e a China, e representa uma retaliação a acusações de falhas brasileiras em áreas como propriedade intelectual e combate à corrupção.
Investigações e Acusações
O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) conduz as investigações, buscando evidências de práticas comerciais desleais. As investigações se concentram em falhas na aplicação de leis de propriedade intelectual, na luta contra a corrupção e propinas, em restrições ao Pix e na aplicação inadequada de leis contra o desmatamento.
O Brasil tem até o dia 15 de julho para apresentar uma resposta às acusações. A administração Trump já implementou tarifas em 2018 contra a China, com impactos econômicos estimados em até 0,5% do PIB chinês.
A Seção 301 e as Tarifas
Em 2018, durante o primeiro mandato de Trump, a Seção 301 foi acionada contra a China, resultando em quatro listas de tarifas que atingiam setores como maquinário industrial, eletrônicos e equipamentos médicos. As tarifas atingiram até 25% em alguns casos.
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Posteriormente, a China respondeu com suas próprias tarifas e retaliações, gerando tensões diplomáticas. As tarifas se expandiram para incluir plásticos, produtos químicos, equipamentos de manufatura e, em 2019, bens de consumo e intermediários, cobrindo milhares de produtos.
Revisões e Aumento das Tarifas
Em 2024, a primeira revisão da Seção 301 levou a aumentos de tarifas sobre carros elétricos (até 100%) e painéis solares (50%). Em 2025, as taxas sobre semicondutores chineses foram elevadas para 50%.
Em 2026, as tarifas foram aumentadas particularmente sobre produtos médicos e eletrônicos chineses, atingindo 100% sobre luvas de borracha, 50% sobre máscaras e inaladores, 25% sobre baterias para carros elétricos, ímãs e grafite, e 50% sobre componentes de painéis solares.
Estimativas do USTR e autoridades chinesas apontam para uma perda econômica de até 0,5% do PIB da China ao longo dos primeiros cinco anos das tarifas da Seção 301, equivalente a cerca de US 308 bilhões.
Resposta da China
A China condena a Seção 301 como unilateral e geradora de tensões diplomáticas, como investigações chinesas sobre produtos americanos e a cobrança de “pedágios” de embarcações americanas em portos chineses.
Em resposta, a China diversificou seus laços econômicos, investindo em projetos como a Iniciativa Cinturão e Rota (Belt and Road) e reduzindo seu comércio bilateral com os EUA.
Michelle Zang, falando em nome da Câmara de Comércio Internacional da China (CCOIC), criticou a Seção 301, argumentando que a proposta carece de base legal e provas, e que o excesso de capacidade é uma condição econômica, não uma conduta governamental.
Zang solicitou o encerramento da investigação, enfatizando a necessidade de uma análise específica da conduta governamental, em vez de resultados econômicos agregados.
Fechamento
Com o tempo, a Seção 301 continua ativa, e a China continua a diversificar seus parceiros comerciais e a investir no exterior, buscando mitigar os impactos das tarifas americanas.
Autor(a):
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