Libbs Resgata Foco na Saúde da Mulher com Novos Produtos

Retomada da Inovação na Saúde da Mulher
A indústria farmacêutica brasileira Libbs, com 68 anos de história, resgatou o foco na saúde da mulher após anos de desinteresse, marcados pela migração de investimentos para áreas como oncologia e doenças raras. A retomada se alinha com um mercado que, segundo a empresa, apresenta um potencial significativo, impulsionado por necessidades médicas ainda não totalmente atendidas.
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O Crescimento da Área Feminina. A área de saúde feminina movimenta cerca de 780 milhões de reais por ano, representando 18,5% do faturamento bruto da Libbs. A companhia se destaca como líder histórica nos segmentos de contracepção e terapia hormonal para a menopausa, atendendo aproximadamente 3,4 milhões de pacientes em 2025.
A empresa busca renovar seu portfólio, reconhecendo um mercado maduro que necessita de atualização.
Novos Produtos e Estratégia de Inovação
A Libbs lançou recentemente o Nextela, um contraceptivo oral com uma nova molécula, e o Zaila, um probiótico com microrganismos vivos voltado à saúde vaginal, em parceria com a Novonesis. Essa é a primeira vez em muitos anos que a área recebe dois produtos novos em um curto período.
A diretora de Inovação e Desenvolvimento de Negócios da Libbs, Anna Guembes, destaca a importância de investir em áreas que as multinacionais deixaram de lado, como a saúde feminina e a cardiologia.
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Desafios e Oportunidades
A empresa enfrenta o desafio de renovar seu portfólio, que se tornou mais maduro devido ao longo período de estagnação do mercado. A estratégia atual, com o lançamento de Nextela e Zaila, visa aproximar a carteira das necessidades atuais das pacientes.
O probiótico Zaila, por exemplo, surge em um momento em que a Anvisa permite o registro de probióticos com indicações além da saúde gastrointestinal.
Convencendo o Médico
Um dos principais obstáculos é convencer a comunidade médica da eficácia do Zaila. Anna Guembes relata que muitos ginecologistas reconhecem a importância da flora vaginal, mas a falta de um produto aprovado no país dificulta a adoção. A Libbs precisa apresentar dados que demonstrem a indicação específica de cada cepa de lactobacilos, com respaldo de estudos, para que o profissional faça a melhor escolha para a paciente.
Experiências Passadas. A Libbs já enfrentou resistência semelhante ao introduzir biossimilares no Brasil por volta de 2012, o que dificultou o recrutamento para estudos clínicos. A empresa precisou apresentar dados pré – clínicos e clínicos para conquistar uma participação de mercado de cerca de 30% no primeiro ano.
Limitações do Mercado Brasileiro. Anna Guembes aponta que o Brasil, apesar de ser o sétimo maior mercado farmacêutico do mundo, representa apenas 1,5% do mercado global. Desenvolver produtos voltados exclusivamente para o Brasil pode ser caro e burocrático, apesar dos avanços recentes da Anvisa nos prazos de aprovação.
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