Vieira e Greer dialogam sobre tarifas americanas em Paris

Vieira e Greer buscam amenizar tensões comerciais com Estados Unidos em diálogo sobre tarifas americanas.

05/07/2026 19:04

2 min

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, teve um encontro rápido nesta quarta – feira (3) com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), em meio às reuniões da OCDE em Paris.

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Segundo relatos à CNN, Greer informou a Vieira que há disposição em “continuar dialogando” com o Brasil sobre a possível aplicação de tarifas pelos Estados Unidos. O encontro ocorreu antes de um dos painéis das reuniões ministeriais da OCDE.

Contexto das Reuniões da OCDE

Os encontros entre os representantes das duas nações aconteceram em Paris, sede da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde se reuniam ministros de diversos países para discutir questões econômicas globais.

A presença de Vieira e Greer em Paris intensificou os esforços diplomáticos para mitigar os impactos das tarifas comerciais propostas pelos Estados Unidos.

A reunião ocorreu um dia após a publicação do relatório do USTR que indicava a intenção de impor uma tarifa de 25% sobre o Brasil.

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Discurso de Jamieson Greer

Greer afirmou que existe um “contato fluido” com o Brasil, ressaltando a disposição americana de manter o diálogo sobre o assunto. Ele enfatizou a importância de continuar as negociações, conforme solicitado pelo USTR.

Segundo fontes presentes à conversa, Vieira reconheceu a necessidade de intensificar as negociações em resposta às recomendações do USTR para a aplicação de novas alíquotas sobre produtos brasileiros.

Vieira também expressou a preocupação do Brasil com a inclusão da lista de países com “trabalhos forçados”, que foi divulgada em um relatório adicional nesta madrugada.

A Lista de Parceiros Comerciais dos EUA

O relatório do USTR recomendava tarifas de 10% ou 12,5% sobre um grupo de 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos, justificando a medida pela tolerância com “trabalhos forçados”.

O Brasil figura na lista de países que receberam essa avaliação, o que representa um desafio adicional para as relações comerciais entre os dois países.

Próximos Passos

Apesar do “esbarrão” em Paris, a expectativa é que os diálogos entre Brasil e Estados Unidos continuem, buscando soluções para evitar a aplicação das tarifas.

A intensificação das negociações será crucial para o Brasil, que busca proteger sua economia e garantir o acesso aos mercados americanos.

A situação permanece delicada, com o Brasil enfrentando pressões para responder às recomendações do USTR e defender seus interesses comerciais.

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