Telefônica Brasil reavalia aquisição de operadora de fibra e acompanha parceria com Perplexity. Christian Gebara avalia o 6G com ceticismo.
A Telefônica Brasil está reavaliando sua estratégia de expansão da banda larga fixa no Brasil, considerando a possibilidade de adquirir uma operadora de fibra óptica. Essa análise surge após a desistência da compra da Desktop, empresa com foco em rede concentrada no estado de São Paulo.
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Christian Gebara, presidente-executivo da Telefônica Brasil, mencionou que a empresa pode buscar esse crescimento por meio de expansão orgânica ou, eventualmente, por meio de aquisições.
Gebara esclareceu que a negociação com a Desktop não evoluiu para um acordo. A decisão de considerar aquisições depende de diversos fatores, incluindo a ausência de sobreposição de redes, a qualidade técnica da operadora e o preço. A empresa busca garantir que a aquisição seja vantajosa e alinhada com seus objetivos de expansão.
A Telefônica Brasil também está acompanhando o desempenho de uma parceria recente com a Perplexity, que oferece aos clientes um ano de acesso gratuito aos serviços de inteligência artificial da companhia. Gebara relatou que essa parceria tem apresentado uma “adoção crescente de clientes”, sem fornecer detalhes adicionais sobre o volume de usuários ou o impacto nos resultados.
Além disso, a empresa continua com o plano de vender ativos relacionados a redes de cobre, com o objetivo de arrecadar R$ 4,5 bilhões até 2028. No terceiro trimestre, a Telefônica Brasil já realizou vendas de R$ 34 milhões em cobre e R$ 200 milhões em imóveis, seguindo o cronograma estabelecido.
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Em resposta a uma pergunta sobre um possível leilão de frequências 6G pela Anatel, Christian Gebara expressou ceticismo em relação à necessidade de um leilão nos próximos anos. Ele argumentou que a tecnologia ainda não está madura, com a ausência de dispositivos compatíveis com o 6G.
Gebara enfatizou que a prioridade da Telefônica Brasil é concluir as obrigações relacionadas ao 5G e a migração do regime de concessão para autorização, antes de considerar a discussão sobre o 6G. A empresa acredita que o momento atual não é o mais adequado para essa análise.
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