TCU investiga Desenrola 2.0 e renegociações de dívidas com R$ 5,7 bi

TCU investiga uso de R$ 5,7 bi em renegociações do Desenrola 2.0, buscando evitar desvios e garantir proteção do interesse público

25/06/2026 22:00

2 min

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TCU Investiga Desenrola 2.0 e Renegociações de Dívidas

Investigação em Andamento

O Tribunal de Contas da União (TCU) está conduzindo uma investigação sobre o programa Desenrola 2.0 e os instrumentos de renegociação de dívidas, incluindo o uso de recursos considerados “esquecidos” pelo sistema financeiro.

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Representação do Ministério Público

Um processo foi aberto na Corte após uma representação do Ministério Público junto ao TCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União). A representação, conforme documento do MP, solicita que o TCU determine o acompanhamento cautelar de todas as fases do Desenrola Brasil 2.0, desde a elaboração normativa até a execução financeira e operacional.

Preocupações do MP

Segundo o TCU, o pedido do MP visa avaliar se o programa “não configura desvio de finalidade ou desequilíbrio na repartição de benefícios e ônus entre o setor financeiro e a coletividade”. O Ministério Público destaca a necessidade de garantir a moralidade, a economicidade, a eficiência e a proteção do interesse público.

Utilização de Recursos e Garantias

Inicialmente, o governo federal planejava utilizar os recursos “esquecidos” para o FGO (Fundo Garantidor de Operações) garantir operações do sistema financeiro. Uma segregação de 10% do saldo transferido foi destinada a cobrir eventuais pedidos de resgate de quem reclamasse os recursos esquecidos.

O Ministério da Fazenda informou que as instituições financeiras transferiram R$ 5,7 bilhões para o FGO.

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Mobilização de Recursos e Objetivos

O governo prevê mobilizar até R$ 8 bilhões em recursos não resgatados disponíveis na tesouraria do sistema financeiro (SVR) para o FGO. O fundo foi dado como garantia das renegociações do Desenrola. O objetivo é mitigar riscos de inadimplência.

Recomendações do MP

O Ministério Público também solicita que, se necessário, sejam propostas recomendações, determinações ou medidas cautelares para corrigir o rumo do programa, assegurando que renegociações de dívidas sejam condicionadas a mudanças estruturais na oferta e regulação do crédito.

Declaração da Febraban e Críticas

Em declaração à CNN Brasil, Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), afirmou que o Desenrola não resolve o problema estrutural do crédito no país. Segundo o MP, Sidney reconheceu a existência de outras questões importantes e estruturais não sanadas pelo programa.

Análise do MP sobre o Programa

O Ministério Público argumenta que o Desenrola “perfila-se um desenho de política que tende a produzir ganhos expressivos e imediatos para as instituições financeiras, sem qualquer garantia de enfrentamento das causas estruturais do superendividamento, das práticas de crédito de baixa qualidade e da assimetria de informação”.

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