STF analisa nepotismo em cargos comissionados com votos divergentes
Corte garante maioria para decidir que cargos comissionados não sofrem com regras de nepotismo. Leia no Poder360.
STF Retoma Julgamento sobre Indicações de Parentes em Cargos Comissionados
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retomará nesta 4ª feira (29.out.2025) o julgamento sobre a possibilidade de políticos indicarem parentes e cônjuges para cargos comissionados. Com um placar de 6 a 1, a Corte já tem para determinar que funções políticas de confiança não se enquadram nas regras para o nepotismo.
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O julgamento foi iniciado na última 5ª feira (23.out.2025) com o voto do relator, ministro Luiz Fux, que reconheceu não ser possível restringir as indicações políticas para cargos de confiança, como secretarias municipais, estaduais e ministérios ligados ao Executivo nacional.
Com a suspensão do julgamento, faltaram votar os ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Edson Fachin.
O caso em análise envolve um recurso extraordinário do governo do Rio de Janeiro contra decisão do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) que havia derrubado uma lei municipal de Tupã (SP). A norma permitia a nomeação de cônjuges e parentes para cargos comissionados na prefeitura.
Em seu voto, Fux considerou que “não é uma questão constitucional nova”, tendo “um relativo consenso entre cientistas políticos” e que “há um histórico de confusão entre as instâncias privadas e públicas”. Citando Sérgio Buarque de Holanda, o relator ressalta que desde o Império criou-se uma tradição em que políticos utilizam a estrutura política para favorecer pessoas próximas, em detrimento do interesse público.
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O julgamento foi suspenso a pedido da ministra Cármen Lúcia, que está em viagem, para que pudesse apresentar seu voto na sessão presencial. O presidente, ministro Edson Fachin, afirmou que, para finalizar o julgamento, pautará novamente na próxima semana, sem indicar a data exata da sessão.
Até o momento, o ministro Flávio Dino foi o único a divergir da posição do relator. O ministro defende que seja mantida uma interpretação mais restritiva da súmula, impedindo toda e qualquer indicação de parentes, sejam em cargos comissionados ou administrativos. “Temos que impedir a única situação paradoxal que ainda existe, nos entes subnacionais, onde acontece de tudo: a transformação da administração pública em caminhos de enriquecimento até a 4ª geração do gestor. É mais do que ganhar na mega-sena”.
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