Sóstenes ataca Lula e questiona democracia após declaração polêmica na Alerj

Sóstenes Reage com Críticas à Declaração de Lula sobre a Alerj
O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes, manifestou sua indignação em relação a um comentário feito pelo presidente em 23 de maio de 2026. O petista sugeriu que, caso a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) tivesse sido responsável por indicar o governador estadual, o nome escolhido seria de um miliciano.
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A declaração foi proferida durante um evento na Fiocruz, no Rio de Janeiro, e coincidiu com a presença do presidente e do desembargador Ricardo Couto, que ocupa o cargo de governador interino.
Ataque à Democracia e às Instituições
O deputado federal criticou veementemente o que considerou um ataque do presidente à instituição democrática, ao eleitorado e à própria democracia. Em sua postagem na plataforma X, Sóstenes expressou sua frustração com o que ele descreveu como uma postura relativista em relação à democracia.
Ele ressaltou que todos os deputados estaduais da Alerj foram eleitos por meio do voto popular, mas que, para o presidente, a democracia seria um conceito relativo.
Solidariedade e Apoio ao Presidente da Alerj
Sóstenes prestou solidariedade aos colegas deputados da Alerj, com ênfase no presidente da Assembleia, Douglas Ruas (PL-RJ). Ele declarou: “Minha total e irrestrita solidariedade, em especial ao presidente Douglas que já deveria estar governador do Estado como manda a Constituição estadual e federal”.
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A manifestação demonstra apoio ao presidente da Alerj em meio à controvérsia.
Contexto Político e Renúncias
A situação política no Rio de Janeiro se intensificou com as renúncias de Cláudio Castro (PL), ex-governador, e Thiago Pampolha, ex-vice-governador, em 2025. Castro renunciou para evitar a cassação do mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto Pampolha renunciou para assumir um cargo no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
A terceira opção para a presidência da Alerj havia sido Rodrigo Bacellar (União Brasil), mas ele foi afastado após ser preso sob suspeita de ligação com a facção Comando Vermelho e posteriormente cassado pelo TSE.
Consequências e Repercussões
Ambos, Castro e Bacellar, estão inelegíveis até 2030. A fala de Lula, que sugeria a necessidade de prender “todos os ladrões que governaram esse Estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, gerou ainda mais críticas e polarização política no cenário estadual.
A situação demonstra a complexidade do cenário político do Rio de Janeiro, marcado por renúncias, suspeitas de corrupção e disputas políticas entre diferentes atores.
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