Partidos Políticos Dominam Distribuição de Emendas em 2026 – PL e PT na Vanguarda

Partidos Políticos Lideram Distribuição de Emendas no Primeiro Semestre de 2026
Nos primeiros meses de 2026, os partidos Liberal (PL) e Trabalhista (PT) se destacaram na obtenção de emendas empenhadas pelo governo. O PL, principal força opositora, concentrou a maior parte dos recursos, totalizando R$ 3,10 bilhões, enquanto o PT alcançou R$ 2,16 bilhões.
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Essa liderança se estendeu a outros partidos importantes, como o PSD (R$ 2,09 bilhões) e o União Brasil (R$ 2,08 bilhões), que juntos somaram R$ 9,43 bilhões.
Esses valores representam quase metade (46,4%) de todo o montante destinado às legendas partidárias em 2026. A estratégia do PL, mesmo com a oposição formal, resultou em seus congressistas ocuparem as primeiras posições nos recebimentos, com destaque para os senadores Romário (PL-RJ), que recebeu R$ 72 milhões, e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, com R$ 62 milhões.
Senadores em Destaque e Aceleração nas Liberações
Além dos senadores Romário e Rogério Marinho, outros parlamentares se destacaram na obtenção de emendas. Eduardo Braga (MDB-AM) e Giordano (Podemos-SP) lideraram o ranking com R$ 73 milhões cada, seguidos por Romário (PL-RJ) com R$ 72 milhões, Weverton (PDT-MA) com R$ 71 milhões e Jader Barbalho (MDB-PA) com R$ 70 milhões.
Esses cinco foram os únicos a ultrapassar os R$ 70 milhões em emendas empenhadas no primeiro semestre de 2026.
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Ritmo Acelerado de Liberação de Emendas
Dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) revelaram que o governo acelerou o ritmo de liberação de emendas nos meses de abril e maio de 2026. Essa medida visava garantir o andamento de propostas no Congresso, como a sabatina de Jorge Messias e o fim da escala 6 X 1.
O montante total de liberação saltou de R$ 1,05 bilhão no final de março para R$ 29,32 bilhões em 3 de junho de 2026.
Fases de Aumento nas Liberações
As liberações de emendas sofreram dois picos significativos. O primeiro ocorreu na primeira quinzena de abril, com um volume de R$ 2,73 bilhões em 9 de abril, e um novo pico em maio, com R$ 14,18 bilhões em 7 de maio, seguido por um empenho de R$ 5,72 bilhões em 24 horas, atingindo R$ 19,90 bilhões em 8 de maio.
Um terceiro pico ocorreu em 28 de maio, com R$ 27,88 bilhões, após a votação na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre a jornada de trabalho 6 X 1.
Tipos de Emendas e Ajustes Orçamentários
As emendas são pagas pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI). Em 29 de maio, o presidente decretou o Decreto 12.990, que bloqueia R$ 23,7 bilhões em despesas discricionárias do Orçamento Federal de 2026. Essa medida permite que a SRI amplie os valores autorizados para o pagamento de emendas parlamentares, compensando a redução em outras rubricas do Orçamento.
A legislação permite que emendas de 2025 sejam pagas até 31 de dezembro, o que possibilita liberações concentradas no final do ano. As emendas são divididas em três tipos: individuais (impositivas desde 2015), de bancada (impositivas desde 2019) e de comissão (definidas por grupos temáticos como educação e saúde).
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