Sergio Firpo alerta: o que muda na jornada de trabalho e o impacto na economia?

Especialista Alerta sobre Impactos Econômicos da Mudança na Jornada de Trabalho
Sergio Firpo, professor de Economia do Insper, levantou preocupações sérias sobre as possíveis consequências econômicas da proposta que visa eliminar a escala de trabalho 6×1 no Brasil. Em uma conversa exclusiva com a CNN Money, Firpo enfatizou que a maneira como essa alteração for implementada é um ponto crucial para evitar desequilíbrios na economia.
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Segundo o economista, uma eventual desoneração da folha de pagamento pode gerar impactos significativos. Ele explicou que, se houver um impacto fiscal, ou seja, um aumento de custo devido à redução da jornada, os empregadores seriam forçados a contratar mais pessoal ou aumentar as horas extras.
Desafios Fiscais e a Impossibilidade de Concessões Imediatas
O professor do Insper ressaltou que o cenário atual não permite concessões desse tipo de benefício fiscal, mesmo que se entenda que haverá alguém para cobrir os custos.
Firpo alertou que um desequilíbrio fiscal pode acarretar consequências para toda a população, seja através do aumento de impostos ou de outras formas de ônus para o orçamento público.
Vulnerabilidade dos Trabalhadores Menos Qualificados
O economista também manifestou preocupação especial com os trabalhadores de menor qualificação. Ele apontou que este grupo será o mais atingido, especialmente aqueles com maior probabilidade de estarem em empregos sem registro formal.
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Firpo lembrou que cerca de 40% da força de trabalho brasileira está ocupada em trabalhos sem carteira assinada ou como autônomos, uma característica que exige muita cautela em qualquer mudança legislativa.
A Necessidade de um Período de Transição Prolongado
Quanto ao tempo para a implementação da medida, o professor defendeu veementemente um prazo mais extenso. Ele argumentou que as empresas necessitarão de tempo para se ajustarem a essa nova realidade.
Imaginou, por exemplo, um pequeno comércio que opera com margens de lucro muito apertadas. Seria extremamente difícil realizar uma adaptação tão imediata sem prejuízos.
Uma transição mais longa, concluiu o economista, permitiria uma adaptação mais suave, sem sobrecarregar os cofres públicos e evitando a necessidade de compensações fiscais que poderiam piorar a situação das contas nacionais.
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