Aon aponta: ataques cibernéticos e dados são os maiores riscos globais para empresas em 2026?

Aon aponta ataques cibernéticos e violações de dados como maiores riscos corporativos globais
Segundo uma pesquisa realizada pela Aon, os ataques cibernéticos e as violações de dados lideram a lista de preocupações das empresas em escala mundial. A importância desse tema é tão grande que quase 90% das companhias já estão desenvolvendo planos específicos para mitigar incidentes cibernéticos.
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Um dado relevante é que cerca de 13% das empresas já relataram ter sofrido algum tipo de incidente, um risco que também é apontado como o mais crítico para os próximos três anos.
Outros riscos e perdas mais significativas para o futuro próximo
Em segundo lugar no ranking geral, a interrupção de negócios figura como o segundo maior risco atual. Olhando para o futuro, a desaceleração econômica e a lenta recuperação ocupam essa segunda posição entre as principais apreensões.
Impacto histórico das perdas corporativas
Apesar da atenção crescente ao ciberespaço, as perdas mais expressivas registradas recentemente foram atribuídas à interrupção de negócios (30,7%) e a fatores não especificados (53,7%).
Outros elementos importantes incluem as mudanças regulatórias e o aumento da concorrência, responsáveis por perdas que representaram 29,3% e 42,8% das empresas, respectivamente.
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Preocupações futuras e riscos regionais em 2026
Para os próximos três anos, os riscos ligados ao preço de commodities, à escassez de materiais e à volatilidade geopolítica se destacam. Esses fatores já estão presentes em 2026, impulsionados por diversos aspectos, e as perdas associadas a eles variam entre 36,6% e 47,3%.
Panorama dos riscos globais e mitigação de perdas
Os principais riscos globais e seus índices de mitigação de perdas incluem: Ataques cibernéticos/violação de dados (89,2%); Interrupção de negócios (76,8%); Desaceleração econômica/recuperação lenta (37,4%); Mudanças regulatórias/legislativas (47,7%); Aumento da concorrência (43,9%); Risco de preço de commodity/escassez de materiais (59,6%); Falha na cadeia de suprimentos ou distribuição (60,7%); Danos à reputação/marca (53,2%); Volatilidade geopolítica (33,4%); e Risco de liquidez de fluxo de caixa (80,9%).
Riscos específicos de cada território e setor
Ao analisar os riscos sob uma ótica regional, surgem preocupações adicionais ligadas ao contexto local das empresas. Variações cambiais, mudanças climáticas e desastres naturais ganham um destaque especial nesse cenário.
Impacto de fatores ambientais e econômicos locais
Nesse contexto, 67,6% das empresas já registraram variações cambiais. As mudanças climáticas e os desastres naturais afetaram 45,2% e 41,4% das organizações, respectivamente.
Os riscos territoriais apontam para: Interrupção de negócios (67,3%); Risco de preço de commodity/escassez de materiais (48,9%); Ataques cibernéticos/violação de dados (69,8%); Mudanças regulatórias/legislativas (40,0%); Variação da taxa de câmbio (67,4%); Aumento da concorrência (42,5%); Desaceleração econômica/recuperação lenta (37,8%); Mudanças climáticas (36,1%); Falha na cadeia de suprimentos ou distribuição (52,6%); e Desastres climáticos/naturais (30,6%).
Escopo da Pesquisa Aon
A pesquisa da Aon é conduzida em intervalos de dois anos, em 11 idiomas. Ela contou com a participação de 2.941 respondentes em 63 países e territórios, abrangendo 16 setores-chave e empresas de portes públicos e privados. O estudo visa mapear riscos tecnológicos, geopolíticos, climáticos e relacionados à força de trabalho, concluindo que todos esses fatores estão “mais interconectados do que nunca”.
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