R$ 35 bi em combustíveis: Salto alerta sobre risco fiscal e futuro do Brasil em 2026

Impacto Fiscal das Medidas de Combustíveis Alerta Contas Públicas
O impacto fiscal das medidas adotadas para conter a alta do preço do petróleo já acumulou quase R$ 35 bilhões até agosto. Esse cenário gera um alerta significativo para as contas públicas, visto que a renúncia de receita e os subsídios pressionam o cumprimento das metas fiscais estabelecidas.
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Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, esclarece que esse montante considera apenas as medidas já implementadas, focando principalmente nas ações relacionadas ao diesel.
Estratégia Governamental e Riscos Fiscais
Segundo Salto, o governo busca aproveitar o aumento do preço do petróleo para compensar os custos dessas intervenções de maneira mensal. A estratégia, conforme ele aponta, envolve conceder isenções de PIS, Pasep e Cofins, além de da CID, tanto para a gasolina quanto para o etanol.
Precedentes Perigosos no Orçamento
O economista alerta sobre os riscos inerentes a essa abordagem. Ele pondera que, mesmo que restrito a 2026 e aos efeitos da situação no Oriente Médio, essa prática abre um precedente perigoso.
Salto critica o uso dos ganhos extraordinários com o petróleo. Ele argumenta que esse superávit deveria ser destinado a um resultado fiscal melhor, e não para cobrir medidas que visam manipular os preços dos combustíveis.
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A Questão da Planejamento Orçamentário Federal
Outro ponto levantado por Salto é o perigo de medidas emergenciais se tornarem permanentes. Ele adverte que isso pode abrir uma “caixa de Pandora”, dificultando o controle futuro.
Para o economista, o episódio expõe uma carência de planejamento na esfera pública federal. Ele explica que o governo opera constantemente em um cenário de extrema dificuldade orçamentária.
Sugestões para Correção do Planejamento
Salto sugere que a correção desse quadro passa por uma lei orçamentária mais precisa e um processo orçamentário mais transparente. Seria fundamental também adequar as despesas obrigatórias para criar margem de manobra em momentos de exceção.
No curto prazo, ele considera necessário “apagar o incêndio” e elogia a atenção dos ministros da Fazenda e do Planejamento com a neutralidade fiscal. Para o futuro, sugere repensar o modelo, mas ressalta que isso deve ocorrer após as eleições.
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