Gasolina no Brasil: Saída de estoque e queda de preços em 2026? Veja o que Datagro aponta!

Importação de gasolina no Brasil dispara em abril! Saiba como o mercado reagiu e o que esperar do consumo até 2026.

24/04/2026 17:58

3 min

Gasolina no Brasil: Saída de estoque e queda de preços em 2026? Veja o que Datagro aponta!
(Imagem de reprodução da internet).

Projeções de Importação de Combustíveis no Brasil: Gasolina e Diesel

As expectativas para as importações de gasolina no Brasil apontam um salto expressivo de mais de 170% em abril comparado ao mesmo período do ano passado, atingindo a marca de 309 milhões de litros. Empresas do setor estão atentas para assegurar o suprimento, visando atender um mercado que se mostra bastante aquecido, conforme avaliou a consultoria Datagro nesta sexta-feira, dia 24.

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Análise do Mercado de Gasolina

A projeção, baseada em dados de importações registradas e na programação de navios, indica, contudo, uma leve retração de 7,9% em relação ao mês anterior, período em que os volumes haviam sido elevados. Em março, os desembarques de gasolina importada registraram um aumento de 193,8%, totalizando 335,6 milhões de litros.

Impacto no Primeiro Trimestre e Consumo

Esse movimento elevou o total do primeiro trimestre para mais de 1 bilhão de litros, representando uma alta de 66,2% em comparação anual. Bruno Wanderley de Freitas, analista da Datagro, comentou que o consumo de gasolina manteve um ritmo forte recentemente.

Ele sugeriu que o aumento nas importações pelas distribuidoras visa repor estoques ou suprir a demanda atual, que segue firme. A Datagro também apontou que a oferta de derivado russo beneficiou as importações, após os Estados Unidos flexibilizarem sanções relativas ao conflito no Irã.

Perspectivas Futuras para Gasolina

Para os meses subsequentes, espera-se que as importações de gasolina percam um pouco do ritmo. Isso deve ocorrer devido ao crescimento da oferta de etanol, impulsionado por uma produção recorde prevista para a safra 2026/27.

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Segundo Freitas, a tendência é de diminuição das importações de gasolina nos próximos meses, já que a safra deve começar no centro-sul do Brasil, o que tende a reduzir os preços. De fato, os preços do etanol nas usinas de São Paulo caíram mais de 7% na semana passada, segundo levantamento do Cepea, e essa queda deve ser mais perceptível a partir de maio ou junho.

Panorama das Importações de Diesel

Em relação ao diesel, as importações brasileiras devem fechar o mês em 1,22 bilhão de litros, um aumento de 19,4% em comparação com março, mas uma queda de 14,8% quando comparado ao ano anterior, segundo dados da Datagro.

Fatores de Mercado e Projeções de Diesel

A queda anual ocorre em um momento em que a Petrobras, principal fornecedora nacional, informou manter a produção elevada em suas refinarias. O objetivo é minimizar as importações de diesel em abril e maio, em meio à volatilidade dos preços internacionais causada pela guerra no Irã.

Outra consultoria, a StoneX, estimou que as importações de diesel cairão 0,6% em 2026 comparado a 2025, totalizando 17,2 bilhões de litros, segundo o analista Bruno Cordeiro.

Produção Nacional e Fornecimento Russo

A StoneX relatou que a produção nacional de diesel ganhou força no primeiro trimestre, com alta de 4,5%, impulsionada principalmente em março, graças aos esforços das refinarias para aumentar a oferta diante das incertezas globais.

Além disso, a StoneX previu um aumento de 7,2% na produção de biodiesel do Brasil em 2026, para 10,4 bilhões de litros. A Rússia continua sendo a principal fornecedora de diesel, representando 76,6% do total importado, além de fornecer 160,9 milhões de litros de gasolina.

A Datagro observou que a retomada da Rússia como fornecedora, especialmente de diesel, já era vista desde janeiro, ganhando força após a suspensão temporária das sanções norte-americanas.

Conclusão sobre o Fluxo de Combustíveis

A consultoria apontou que a extensão dessas isenções até 16 de maio deve sustentar o fluxo de importações no curto prazo. Contudo, é importante notar que os fornecedores russos enfrentam riscos logísticos devido a ataques ucranianos, um ponto de atenção para o mercado de combustíveis.

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