Alerta fiscal: R$ 35 bi em subsídios de combustível ameaça contas públicas?

Impacto de R$ 35 bi em combustíveis alerta contas públicas! Felipe Salto explica os riscos fiscais e o dilema do governo em 2026. Clique e saiba mais!

24/04/2026 18:59

2 min

Alerta fiscal: R$ 35 bi em subsídios de combustível ameaça contas públicas?
(Imagem de reprodução da internet).

Impacto Fiscal das Medidas de Combustíveis Gera Alerta nas Contas Públicas

O impacto fiscal das ações tomadas para conter a alta dos preços do petróleo já acumulou quase R$ 35 bilhões até agosto. Esse cenário levanta um sério alerta para as contas públicas, visto que a renúncia de receita e os subsídios exercem forte pressão sobre o cumprimento das metas fiscais estabelecidas.

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Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, esclarece que esse montante considera apenas as medidas já implementadas, focando principalmente nos subsídios destinados ao diesel.

Estratégia Governamental e Riscos Fiscais

Segundo Salto, o governo busca aproveitar o aumento do preço do petróleo para tentar compensar o custo dessas intervenções de forma mensal. A estratégia delineada envolve conceder isenções de PIS, Pasep e Cofins, além de da CID, tanto para a gasolina quanto para o etanol.

Precedentes e o Risco de Sustentabilidade

O economista aponta riscos significativos nessa abordagem. Ele pondera que, mesmo que a restrição seja apenas para 2026 e ligada aos efeitos da guerra no Oriente Médio, a medida cria um precedente perigoso.

Salto critica o uso desse ganho extraordinário com o petróleo. Ele argumenta que esse recurso deveria ser destinado a um resultado fiscal melhor, e não para cobrir custos de medidas que visam manipular os preços dos combustíveis.

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A Questão do Planejamento Orçamentário Federal

Outro ponto de atenção levantado por Salto é o perigo de medidas emergenciais se tornarem permanentes. Ele alerta que isso pode abrir uma “caixa de Pandora”, dificultando o controle futuro.

Para o economista, o episódio expõe uma carência de planejamento na esfera pública federal. Ele observa que tanto o governo atual quanto os anteriores operam em condições de extrema dificuldade orçamentária.

Sugestões para Melhoria Orçamentária

Salto sugere que a correção desse quadro passa por uma lei orçamentária mais precisa e um processo orçamentário mais transparente. É fundamental também adequar as despesas obrigatórias para que haja margem de manobra em momentos de exceção.

No curto prazo, ele considera necessário “apagar o incêndio” e elogia a preocupação dos ministros da Fazenda e do Planejamento com a neutralidade fiscal. Contudo, para o futuro, sugere repensar o modelo, ressalvando que isso deve ocorrer após as eleições.

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