PF apura: Vorcaro parou pagamentos após saber de investigação de propina?

Investigações da PF apontam que Vorcaro parou pagamentos após saber de apuração de propina
As investigações conduzidas pela Polícia Federal, que fundamentaram a quarta fase da operação Compliance Zero, indicam que o ex-presidente do BRB, Vorcaro, suspendeu pagamentos a Paulo Henrique após tomar conhecimento de um procedimento investigatório.
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A decisão do ministro André Mendonça, do STF, detalha que Vorcaro teve ciência da abertura de um procedimento sigiloso.
Foco da Investigação: Pagamento de Propina com Imóveis
O procedimento investigatório visa apurar especificamente o pagamento de propina a Paulo Henrique, realizado por meio da aquisição e posterior repasse de imóveis. Em 10 de maio de 2025, o banqueiro teria instruído seu operador jurídico, Daniel Monteiro, a “travar tudo”.
Suspensão de Transações e Suspeita de Conhecimento Prévio
Dessa forma, ele determinou que não fossem mais realizados pagamentos, nem prosseguisse com a formalização registral das transações previamente acordadas com Paulo Henrique. A decisão aponta que Vorcaro recebeu cópias das peças do procedimento investigatório sigiloso em 24 de junho de 2025.
A Polícia Federal ressalta que, mesmo que o envio formal tenha ocorrido após a mudança de comportamento de Daniel Vorcaro em relação aos registros imobiliários, o conjunto de elementos sugere alta probabilidade de que ele soubesse da abertura do procedimento antes de receber as cópias.
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Contexto das Acusações e Envolvimento de Créditos do Master
As investigações da PF também apontam para o envolvimento de Paulo Henrique Costa, que teria acordado com Vorcaro do Banco Master em 16 de abril de 2026. O executivo seria o responsável por autorizar a compra de R$ 12 bilhões em “créditos podres” do Master pelo BRB.
Segundo os investigadores, foram identificados pagamentos que chegaram a R$ 74 milhões. No entanto, a PF afirma que Vorcaro não efetuou os pagamentos na totalidade porque teve ciência de um procedimento investigatório sigiloso do Ministério Público Federal, iniciado em abril de 2025, para investigar o pagamento de propina a Paulo Henrique.
Manifestações e Defesa dos Envolvidos
O Poder360 buscou a assessoria de Daniel Vorcaro para obter um posicionamento sobre o trecho da decisão, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para eventual manifestação.
Posicionamento da Defesa de Costa
Em entrevista, o advogado de Paulo Henrique, Cleber Lopes, classificou a prisão como “absolutamente desnecessária”. Ele informou que analisará o processo para interpor recursos contra a decisão.
Lopes declarou que, na visão da defesa, Paulo Henrique não representa perigo para a instrução ou aplicação da lei penal, visto que está em liberdade desde a primeira fase da operação. A defesa afirmou que examinará o material ainda no dia, sem posicionamento definitivo até entender melhor os motivos da prisão.
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