Paulo Henrique Costa muda defesa no STF em meio a julgamento polêmico? Veja!

Paulo Henrique Costa Troca Equipe de Defesa em Meio a Julgamento no STF
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, realizou uma mudança em sua equipe de defesa nesta quarta-feira, dia 22 de abril de 2026. Os advogados que o representavam, liderados por Cleber Lopes, foram substituídos por criminalistas de destaque: Eugênio Aragão e Davi Tangerino.
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Essa alteração na defesa ocorreu no mesmo dia em que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento para referendar a prisão preventiva do executivo. Costa está detido desde 16 de abril, no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.
Acusações e Contexto da Prisão
A prisão de Costa se deve à suspeita de que ele negociou a quantia de R$ 140 milhões com o objetivo de facilitar a aquisição do Banco Master pelo BRB. Há especulações sobre o envolvimento de uma possível delação premiada no caso.
Até o momento, a análise da prisão do ex-presidente pela Segunda Turma do STF apresenta um placar de 2 a 0, mantendo a detenção de Costa e do advogado Daniel Monteiro. Este último é suspeito de ter intermediado pagamentos de propinas ao então dirigente do BRB pelo Banco Master.
Detalhes das Investigações da Polícia Federal
Segundo apurações da Polícia Federal (PF), Costa teria negociado cerca de R$ 146 milhões em propinas em troca de favorecer o Master no banco estatal de Brasília. É importante notar que o ex-presidente já havia sido afastado do cargo por determinação da Justiça Federal em 2025, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero.
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Os investigadores apontam que a quarta fase das apurações identificou o repasse de R$ 74 milhões como forma de pagamento das propinas. No entanto, a PF alega que Vorcaro não efetuou o pagamento na totalidade após tomar conhecimento de um procedimento investigatório sigiloso do Ministério Público Federal, ocorrido em abril de 2025, sobre a propina a Costa.
A Nova Banca de Defesa e os Envolvidos
A nova equipe de defesa é composta por profissionais renomados. Eugênio Aragão é procurador da República aposentado e ex-ministro da Justiça durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Ele também prestou assessoria jurídica a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas campanhas de 2018 e 2022.
Aragão, ao lado de Cristiano Zanin, ministro do STF, esteve envolvido em ações que resultaram na inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL). Por sua vez, Davi Tangerino é professor de Direito Penal na UERJ e já atuou no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski, no Supremo Tribunal.
Outras Atuações dos Advogados
Tangerino também participou de uma notícia de fato no Ministério Público Federal (MPF) contra as relações do empresário Nelson Tanure com o fundador do Master, Daniel Vorcaro. Já Cleber Lopes, que deixou o caso de Costa, continua defendendo o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em outros processos judiciais.
Imóveis e Desdobramentos das Apurações
As investigações apontam que, ao tomar ciência das apurações, Vorcaro teria ordenado a Daniel Monteiro que “travasse tudo”, bloqueando os pagamentos e a formalização do registro das transações. Os policiais relataram que foi Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como membro do núcleo de inteligência do Master, quem enviou as peças sigilosas para Vorcaro em 24 de junho.
Entre os imóveis que foram atribuídos ao ex-presidente do BRB estão listados: Heritage; Arbórea; One Sixty; Casa Lafer; Ennius Muniz; e Valle dos Ipês.
Conclusão do Processo
O desenrolar do caso de Paulo Henrique Costa segue sob intensa cobertura midiática, com o julgamento no STF e as investigações da PF detalhando movimentações financeiras e jurídicas complexas envolvendo o BRB e o Banco Master.
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