Michelle Bachelet busca apoio chinês para candidatura à secretariado da ONU

Em 4 de junho de 2026, a ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, se encontrou com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, em Pequim. O encontro teve como foco principal a candidatura de Bachelet à Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
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Com o mandato do atual secretário-geral, António Guterres, chegando ao fim em dezembro deste ano, a vaga estará disponível a partir de 1º de janeiro de 2027.
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Bachelet buscou o apoio da China, um país com influência significativa no cenário global, especialmente em um contexto de tensões comerciais e políticas entre as principais economias. A China possui o poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, juntamente com os Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e França.
A aprovação do candidato requer a maioria dos votos na Assembleia Geral e a aprovação de nove dos quinze membros do Conselho de Segurança.
Reações e Posicionamento da China
O encontro foi descrito como positivo pelo Ministério das Relações Exteriores da China, com Wang Yi elogiando a “profunda compreensão” de Bachelet sobre o trabalho da ONU e seu “senso de responsabilidade e entusiasmo” em promover o progresso da humanidade.
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No entanto, o chanceler chinês não declarou explicitamente seu apoio à candidatura da chilena. A China busca reformas na ONU, e Bachelet, com sua experiência, pode ser vista como uma candidata que compartilha essa visão.
Outros Candidatos e Apoio Regional
A disputa pela sucessão de António Guterres reúne outros quatro candidatos, incluindo Rafael Mariano Grossi, da Argentina, e Rebeca Grynspan, da Costa Rica. O ex-presidente do Senegal, Macky Sall, também é considerado um possível candidato. O Brasil e o México são os principais países que articulam o apoio à candidatura de Bachelet.
No entanto, o apoio do atual presidente chileno, Antonio Kast, foi retirado em março, após sua posse.
Reunião com Lula
Em 11 de maio, Bachelet se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília. Lula defendeu a trajetória de Bachelet, destacando sua credibilidade para liderar a organização. A ex-presidente possui uma vasta experiência, tendo sido presidente do Chile por dois mandatos, diretora da ONU Mulheres e alta comissária para os Direitos Humanos.
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