USP Apresenta Dados Alarmantes: Substâncias Ligadas a Mais de 53% de Mortes Violentas no Brasil

Estudo chocante da USP aponta ligações entre substâncias e mortes violentas no Brasil! Mais de 53% das vítimas tinham drogas no organismo. Belém, Recife,

11/06/2026 07:01

2 min

USP Apresenta Dados Alarmantes: Substâncias Ligadas a Mais de 53% de Mortes Violentas no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Estudo Revela Ligações Entre Substâncias e Mortes Violentas no Brasil

Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) apresentou dados preocupantes sobre o consumo de álcool e drogas em mortes violentas em quatro capitais brasileiras: Belém, Recife, Vitória e Curitiba. A pesquisa, que analisou 3.577 casos entre 2022 e meados de 2024, revelou que mais de 53% das vítimas apresentavam alguma substância psicoativa no organismo logo após a morte.

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Análise Detalhada dos Casos

O estudo, publicado na revista Toxics, teve como objetivo estabelecer dados padronizados e comparáveis sobre o papel das substâncias psicoativas em mortes por causas externas no Brasil. As análises laboratoriais incluíram álcool, drogas ilícitas e medicamentos psicoativos, com protocolos rigorosos para minimizar perdas por degradação da amostra, especialmente do álcool, devido à sua vulnerabilidade à decomposição.

Metodologia e Coleta de Dados

A equipe de pesquisadores, liderada pelo biomédico toxicologista e pesquisador de pós-doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, Bombana, coletou amostras de sangue durante necrópsias em cada uma das cidades. O material foi congelado e enviado para o laboratório da USP, onde foi analisado por uma equipe de cinco pesquisadores.

O estudo foi viabilizado a partir de um convênio firmado em 2020 entre a USP e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos.

Perfil das Vítimas e Principais Substâncias Detectadas

O perfil das vítimas refletiu a realidade da mortalidade violenta no país: 90% eram homens, 56% tinham 30 anos ou mais e 67% morreram por homicídio. A cocaína foi a substância mais detectada (30%), seguida pelo álcool (28%), benzodiazepínicos (7%) e cannabis (2%).

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A prevalência da cocaína foi maior nos casos de homicídio, enquanto o álcool foi mais comum em mortes no trânsito. Os benzodiazepínicos foram identificados em mais casos de suicídios.

Implicações e Recomendações

A pesquisa não estabeleceu uma relação de causa e efeito, mas identificou sinais consistentes de risco. A equipe constatou que cerca de 85% dos homicídios envolviam ferimentos por arma de fogo, um padrão que se intensificou em um período em que o governo federal flexibilizou regras para compra e porte de armas.

A pesquisa também destacou a importância de considerar as especificidades de cada cidade, com padrões de uso de substâncias que variam entre Recife, Vitória, Belém e Curitiba.

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