Lula na Espanha critica exclusões do G20 e clama por maior união global em 2026

Lula Defende o G20 Contra Exclusões Unilaterais em Discurso na Espanha
O presidente Lula afirmou que nenhuma nação possui autoridade para excluir membros do G20 de maneira unilateral. Ele defendeu veementemente a permanência de todos os integrantes no grupo, citando o presidente da África do Sul em suas declarações.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Este pronunciamento ocorreu neste sábado, dia 18 de abril de 2026, na Espanha.
Críticas a Decisões Isoladas no Fórum Internacional
Durante seu discurso, Lula criticou abertamente a possibilidade de decisões tomadas por um único país sobre a composição do grupo. Ele enfatizou que nenhuma liderança isolada deve deter o poder de determinar quem faz parte desse fórum internacional.
Defesa do Multilateralismo Constante
O presidente alertou que a defesa do multilateralismo exige um esforço contínuo, especialmente diante das pressões e ameaças constantes no cenário global. Segundo ele, é preciso reiterar essa defesa diariamente.
Lula reforçou que, individualmente, nenhum país possui saída para os desafios atuais. Ele fez um apelo à união e à manutenção de um diálogo coletivo entre as nações.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Revisão da Governança Global e Representatividade
Em um tom de defesa do multilateralismo, ele ressaltou a importância de manter uma governança coletiva no âmbito do G20. O presidente também recordou a criação do G20 após a crise financeira de 2008.
Insuficiência de Reformas em Instituições Financeiras
Lula apontou que as reformas estruturais em instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial não avançaram como o esperado. Ele criticou o fato de que, apesar da crise do subprime em 2008, nada mudou nessas estruturas.
Chamado por Maior Inclusão Global
O presidente defendeu maior representatividade de países emergentes e do Sul Global em decisões internacionais, como no Conselho de Segurança da ONU. Ele questionou a estrutura atual, citando a ausência de países populosos e economicamente relevantes.
Ele levantou exemplos como a falta de representação africana, mencionando que há três países no continente com mais de 120 milhões de habitantes. Questionou também a ausência de nações como México, Brasil, Argentina, Colômbia e Índia na estrutura decisória.
Condenação de Intervenções Militares Unilaterais
Lula criticou o uso recorrente do veto e as decisões tomadas por potências militares de forma isolada. Ele afirmou que nenhum presidente de qualquer nação, por mais poderosa que seja, tem o direito de impor regras aos demais.
Ao abordar conflitos recentes, como as invasões no Iraque, Líbia, Ucrânia e Faixa de Gaza, o presidente argumentou que tais ações são decisões unilaterais que desrespeitam o fórum internacional.
Segundo o discurso, a falta de coordenação global contribui diretamente para o aumento de conflitos armados e para a instabilidade econômica mundial.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


