Luiz Marinho critica STF sobre “pejotização” em encontro com centrais sindicais

Luiz Marinho critica STF sobre “pejotização” em encontro com centrais sindicais. Saiba o que ele disse sobre a insegurança jurídica!

15/04/2026 21:51

3 min

Luiz Marinho critica STF sobre “pejotização” em encontro com centrais sindicais
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro do Trabalho critica STF sobre “pejotização” em encontro com centrais sindicais

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, manifestou nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, sua forte discordância com o Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao debate sobre a justiça do trabalho e os contratos de “pejotização”.

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Durante um encontro no Palácio do Planalto, realizado com o presidente do PT e diversas centrais sindicais para a entrega da Pauta da Classe Trabalhadora, Marinho criticou a postura da Corte.

A preocupação com a insegurança jurídica

Marinho declarou que o STF estaria “asfixiando o debate em relação à Justiça do Trabalho” ao sugerir que a análise desses contratos caberia à Justiça Comum, e não à Justiça do Trabalho. Ele classificou a situação como um “desastre total jurídico” e uma grande insegurança jurídica orquestrada pelo STF.

Contexto das críticas sobre o trabalho autônomo

A discussão sobre a “pejotização” não é novidade. Em abril de 2025, o ministro Gilmar Mendes, do STF, já havia abordado o tema. Na ocasião, ele apontou que a controvérsia sobre a legalidade desses contratos gerava um aumento expressivo de processos na Corte, questionando sua constitucionalidade.

Em um movimento paralelo, Lula orientou os sindicalistas durante o encontro, sugerindo que eles marcassem uma reunião com o Ministro Gilmar para argumentar que a pejotização prejudica tanto o trabalhador quanto o país.

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Histórico de críticas e pautas trabalhistas

Luiz Marinho já havia manifestado críticas à atuação do STF sobre a pauta da pejotização em momentos anteriores. Em junho de 2025, ele se manifestou sobre as relações de trabalho no Brasil, alertando que a terceirização cria cadeias sem garantias de sustentabilidade econômica e social.

O ministro comparou a terceirização a uma condição “indecente” nas relações laborais, chegando a afirmar que ela se tornou “irmã gêmea do trabalho escravo”.

Participantes e a Pauta da Classe Trabalhadora

O encontro contou com a presença de figuras importantes como o vice-presidente Geraldo Alckmin, Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais. Estiveram presentes também 36 representantes de centrais sindicais.

A Pauta da Classe Trabalhadora, documento entregue, reúne 68 reivindicações que abrangem desde temas históricos até questões recentes, cobrindo o período de 2026 a 2030. Entre os pontos destacados estão:

  • Redução da jornada sem perda salarial;
  • Fim da escala de trabalho 6 por 1;
  • Combate à pejotização;
  • Regulamentação do trabalho via aplicativos;
  • Fortalecimento das negociações coletivas;
  • Combate ao feminicídio;
  • Direito de negociação para servidores públicos.

Detalhes das reivindicações trabalhistas

Especificamente sobre a escala de trabalho, o documento pleiteia a redução da jornada para 40 horas, sem qualquer diminuição nos vencimentos. Além disso, propõe que a definição e adequação das escalas de trabalho sejam delegadas à negociação coletiva.

O material foi apresentado também ao presidente da Câmara, nesta quarta-feira, 15 de abril. No mesmo dia, as centrais sindicais se reuniram em Brasília, reforçando a demanda pela redução da jornada de trabalho.

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