FAESP denuncia veto europeu à exportação de produtos brasileiros

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) manifestou sua indignação com a decisão da União Europeia (UE) de vetar a exportação de carne bovina, aves, equídeos, mel, tripas e produtos de aquicultura brasileiros, em 6 de setembro de 2026.
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A entidade, liderada por Tirso Meirelles, acusou o bloco europeu de “mudar as regras do jogo” após 25 anos de negociações com o Mercosul, e exigiu uma resposta mais contundente da diplomacia brasileira.
Contexto do Mercado
A FAESP argumenta que a medida da UE é “casuística” e “arbitrária”, sem justificativa técnica ou científica, e que representa uma discriminação em relação a outros países que utilizam os mesmos métodos de produção.
A entidade destaca que os rebanhos dos Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia, que também utilizam os mesmos produtos fitossanitários, não sofreram restrições semelhantes, o que demonstra a natureza seletiva da decisão europeia.
Repercussão e Próximos Passos
Diante do veto, a FAESP cobrou do governo federal brasileiro um “pulso mais firme” em sua diplomacia comercial, ressaltando que o Brasil, como um dos maiores produtores e exportadores de carne do mundo, não pode ser alvo de retaliações geopolíticas infundadas.
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Além disso, a entidade solicitou que Argentina e Uruguai se unam ao Brasil para construir um posicionamento regional unificado, demonstrando a força e o peso político – econômico do Mercosul, e que não permita que o bloco seja dividido para enfraquecê – lo.
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A situação se agravou com a decisão da União Europeia (UE) de oficializar a retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar diversos produtos de origem animal para o bloco, em 3 de setembro de 2026.
A medida, formalizada pelo Regulamento de Execução (UE) 2026/1189, impõe a proibição da entrada de carnes bovinas, de aves e de equídeos, além de mel, tripas e produtos de aquicultura provenientes do mercado brasileiro.
Subtítulo para Conclusão
A FAESP enfatiza a necessidade de relembrar a experiência agropecuária do Brasil, que se consolidou como um dos principais protagonistas da segurança alimentar mundial, e de que a diplomacia brasileira e seus aliados regionais imponham o respeito e a soberania conquistados pela agropecuária brasileira no cenário internacional.
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