Júri de Manhattan acusa Ticketmaster de monopólio ilegal e multa por US$ 1,72!

Júri de Manhattan considera Ticketmaster como monopólio ilegal no entretenimento ao vivo
Um júri em Manhattan chegou a uma conclusão que classifica a Ticketmaster como operadora de um monopólio ilegal no setor de entretenimento ao vivo. Este veredicto coloca a companhia em uma posição de grande fragilidade, podendo levar a uma possível dissolução forçada dos negócios.
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Este resultado se alinha, inclusive, ao objetivo inicial da ação judicial movida pelo Departamento de Justiça durante a administração de Joe Biden. O processo de julgamento foi extenso, estendendo-se por aproximadamente seis semanas.
Depoimentos e Acusações de Práticas Abusivas
Durante o julgamento, foram ouvidos depoimentos importantes, incluindo o do CEO Michael Rapino e representantes de artistas renomados, como Mumford & Sons e Drake. As acusações apresentadas iam além do simples monopólio.
Multa por Danos Financeiros aos Consumidores
Além da questão do monopólio, a empresa também foi multada por causar prejuízos financeiros aos consumidores. O juiz Arun Subramanian detalhou que a Ticketmaster havia aumentado o valor dos ingressos em US$ 1,72 por venda.
Em resposta, a companhia garantiu que desenvolverá um sistema que permitirá que locais de shows utilizem mais de uma plataforma de vendas para um mesmo evento. Contudo, este acordo ainda aguarda uma revisão pública.
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Reações e Próximos Passos Legais
A Live Nation, responsável pela venda de ingressos, emitiu um comunicado confirmando que irá recorrer da decisão judicial. A empresa mencionou que renovará em breve seu pedido de julgamento sumário, que havia sido adiado até a prolação do veredicto pelo júri.
A própria Live Nation esclareceu que o valor de US$ 1,72 citado por Subramanian foi aplicado em apenas 20% dos ingressos vendidos, e que o prejuízo total ficaria abaixo de US$ 150 milhões no contexto analisado.
Defesa e Reivindicações Financeiras
A defesa argumentou que a empresa oferece um serviço de qualidade superior, um ponto corroborado por depoimentos de clientes que testemunharam a favor da companhia. Embora a Live Nation tenha sugerido um pagamento de US$ 450 milhões, os representantes dos estados pleiteiam uma compensação de US$ 700 milhões.
O juiz Subramanian ainda precisa decidir sobre as medidas corretivas, que podem ou não incluir o desmembramento da empresa. É provável que qualquer decisão tomada seja contestada em instâncias judiciais superiores.
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