ILM critica CMN: Derivativos de apostas e eventos fogem da alçada do Conselho?

ILM critica CMN por proibir derivativos de apostas e eventos. Entenda o “equívoco regulatório” e o papel da CVM!

25/04/2026 09:33

2 min

ILM critica CMN: Derivativos de apostas e eventos fogem da alçada do Conselho?
(Imagem de reprodução da internet).

ILM Critica Decisão do CMN sobre Derivativos de Apostas e Eventos

O Instituto Livre Mercado (ILM) manifestou críticas severas à decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN). A medida em questão proíbe negociações de contratos derivativos atrelados a apostas esportivas e também a resultados de eventos de natureza política, social, cultural ou de entretenimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o ILM, o CMN teria extrapolado suas competências ao se posicionar contra a oferta e negociação desses tipos de contratos no Brasil. A entidade considerou o ato um “equívoco regulatório” significativo.

Competência Regulatória: ILM Aponta Atribuição da CVM

O Instituto avaliou que a intervenção do CMN ultrapassou sua esfera de atuação. Segundo o ILM, a disciplina sobre a matéria em questão pertence primariamente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A visão do ILM é clara: a atuação do CMN não abrange a regulação direta do mercado de valores mobiliários, nem mesmo a definição específica sobre a negociação de instrumentos como contratos derivativos. Essa é uma competência que, na visão do Instituto, pertence à CVM.

Impacto na Inovação Financeira

O ILM argumenta que manifestações regulatórias dessa natureza acabam por restringir o desenvolvimento de estruturas inovadoras no mercado de capitais brasileiro. Além disso, criam um precedente que pode prejudicar a evolução do mercado de derivativos no país.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A inovação financeira exige respostas regulatórias proporcionais e tecnicamente fundamentadas. Sinalizações dessa natureza podem gerar efeitos adversos sobre o ambiente de inovação e a segurança jurídica do mercado”, declarou Rodrigo Marinho, diretor-executivo do ILM.

Contexto das Medidas Regulatórias

Em um desdobramento paralelo, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em coletiva nesta sexta-feira (24) que as plataformas em questão não estariam aderentes à legislação brasileira, o que justificaria a regulação anunciada.

Neste contexto, um total de 27 plataformas de mercado preditivo foram bloqueadas na sexta-feira. O Ministério da Fazenda alegou que essas plataformas agiram em desconformidade com a regulamentação das apostas esportivas.

A divergência de visões entre o CMN e o ILM ressalta o debate sobre os limites da intervenção regulatória em mercados financeiros em rápida transformação.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!