Governo Lula avalia tarifa americana como improvável de reverter

Governo Lula Avalia Tarifa Americana como Improvável de Reverter
O governo Lula considera improvável a reversão da eventual tarifa de 12,5% sobre importações brasileiras para os Estados Unidos, segundo proposta da Representante Comercial Americana (USTR), divulgada nesta semana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Base da Tarifa: Trabalho Forçado
A provável tarifa se baseia na alegação de emprego de trabalho forçado nos Estados Unidos. A avaliação do governo, feita reservadamente à EXAME, indica que a tarifa de 12,5% é mais difícil de ser derrubada.
Abrangência e Dificuldades
A tarifa afeta 60 economias, incluindo parceiras estratégicas como Canadá, Reino Unido e Argentina, além da União Europeia. A reversão de um ou mais países da lista é vista como improvável por técnicos da USTR. A USTR anunciou sua recomendação na quinta-feira, 2.
Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional
O governo Lula interpreta a situação como uma continuação da estratégia legal de Donald Trump, após a Suprema Corte americana ter derrubado tarifas anunciadas em fevereiro deste ano, sob o argumento de abuso de poder presidencial. A base legal para as novas tarifas é a recomendação da USTR, considerada menos suscetível a questionamentos legais nos Estados Unidos.
Tarifas e Negociações
A aplicação das tarifas ainda não está definida e depende de um processo que inclui consultas públicas. A decisão final deverá ser tomada em julho. O governo Lula deve se concentrar na tarifa mais elevada, que afetaria o Brasil, embora ambas sejam consideradas indevidas pelo país.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Outras Tarifas Questionadas
A tarifa de 25%, além do desmatamento na Amazônia, concorrência desleal do Pix e restrições à liberdade de expressão a big techs, são motivos do relatório do USTR. A tarifa de 18% aplicada pelo Brasil ao etanol americano é questionada pela USTR, devido à sua maior alíquota em relação à tarifa americana.
Concessões e Impactos
Integrantes da gestão Lula não descartam discutir o tema do etanol, mas veem como difícil uma concessão brasileira, devido aos impactos no setor sucroalcooleiro nacional. O vice-presidente Geraldo Alckmin já afirmou publicamente a possibilidade de negociação.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


