Governo Britânico avalia crise de CO2: o que esperar do fornecimento agroalimentar?

Governo Britânico Avalia Risco de Escassez de CO2 e Prepara Medidas de Emergência
O governo britânico está avaliando o risco de uma possível escassez de dióxido de carbono (CO2), um cenário que pode impactar significativamente a indústria agroalimentar. Medidas emergenciais estão sendo preparadas caso o fornecimento de CO2 permaneça bloqueado devido ao conflito no Oriente Médio, conforme apurou o jornal The Times.
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O cenário foi discutido em uma recente reunião de crise que analisou os possíveis desdobramentos da prolongação do conflito. Este conflito teve início em 28 de fevereiro, após ataques americanos e israelenses direcionados ao Irã.
Bloqueio no Estreito de Ormuz e Impactos no Fornecimento
Após o Irã anunciar na sexta-feira, 17, que liberaria o Estreito de Ormuz, o país mudou de ideia no sábado, 18. Essa reviravolta foi comunicada inicialmente por um porta-voz militar à agência estatal iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária.
Segundo a Reuters, a marinha iraniana alertou embarcações mercantes via rádio de que nenhum navio estava autorizado a passar. A passagem segue sob controle rigoroso das Forças Armadas iranianas, que mantêm o bloqueio enquanto as sanções americanas aos portos do país estiverem ativas.
Consequências da Restrição de CO2
Neste contexto, o suprimento de CO2 — um subproduto gerado na fabricação de fertilizantes a partir do gás natural — pode sofrer uma queda de até 18%, afetando diretamente vários setores produtivos. A agricultura e a indústria agroalimentar são apontadas como as mais atingidas.
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O gás é crucial em diversas operações, como o abate de porcos e aves, além de ser usado para prolongar a conservação de alimentos embalados. Empresas do setor de bebidas, especialmente produtoras de cerveja, também podem enfrentar dificuldades com a possível redução na oferta.
Medidas do Governo Britânico para Mitigar a Crise
De acordo com o The Times, que teve acesso a um documento oficial, uma eventual redução no abastecimento não deve causar grandes rupturas nos supermercados, mas pode limitar a variedade de produtos disponíveis para os consumidores.
Para amenizar os efeitos, o governo avalia priorizar o uso do CO2 em setores considerados essenciais, como saúde e energia nuclear civil. Nesses segmentos, o gás é vital para refrigerar reservas de sangue, vacinas e órgãos, além de auxiliar no fornecimento de eletricidade.
Posicionamento Oficial
O ministro de Empresas e Comércio, Peter Kyle, comentou o tema após a divulgação das informações. Ele afirmou à Sky News: “Não quero comentar um vazamento, mas agora que a informação está aí, espero que as pessoas se sintam tranquilas ao saber que estamos trabalhando nisso”.
Adicionalmente, o governo está considerando solicitar às empresas produtoras que aumentem a capacidade de produção de CO2, visando evitar impactos mais severos na cadeia de suprimentos.
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