DDG impulsiona etanol de milho: veja o salto de consumo e o mercado chinês!

Projeção de Crescimento do Consumo de DDG Impulsiona o Setor de Etanol de Milho
O consumo doméstico de DDG, um coproduto derivado do milho, deve aumentar significativamente, saltando de 9 milhões de toneladas para 10,8 milhões de toneladas até o ano de 2030. Esta projeção foi apresentada pela consultoria agrícola Datagro durante a 3ª edição da Conferência Internacional UNEM Datagro sobre Etanol de Milho, realizada em Cuiabá, Mato Grosso, nesta quinta-feira.
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Capacidade Atual e Projeções de Produção
João Otávio Figueiredo, líder da área de Pecuária na Datagro, informou que o Brasil possui atualmente uma capacidade de processamento de 24,7 milhões de toneladas do grão. Esse volume permite a produção de cerca de 11,1 bilhões de litros de biocombustível e aproximadamente 7 milhões de toneladas de DDG.
Expansão da Infraestrutura até 2029
A expectativa é de um grande avanço na capacidade produtiva. “Até 2029, projetamos 63 usinas, com capacidade de processamento de 57,4 milhões de toneladas de milho, gerando 25,3 bilhões de litros de etanol e aproximadamente 15 milhões de toneladas de DDG”, declarou Figueiredo.
O Papel do DDG na Cadeia Produtiva
O DDG é um coproduto valioso, gerado no processo de conversão do milho em etanol. Ele é amplamente empregado na nutrição de animais, como bovinos, suínos e aves, sendo um farelo de alta nutrição.
Demanda Internacional e Mercado Potencial
As expectativas do setor e do governo são altas, principalmente devido à demanda chinesa. Estima-se que o mercado chinês represente 7 milhões de toneladas anuais, um valor que pode alcançar pelo menos 7,8 bilhões de reais, considerando um preço médio de R$ 1.120 por tonelada.
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Este aumento na demanda representa uma nova frente de crescimento para o setor de etanol de milho, que deve movimentar 31 bilhões de reais em 2026. Contudo, a produção nacional sozinha não será suficiente para suprir todo esse consumo.
Desafios Logísticos e Perspectivas de Exportação
Apesar do otimismo, o setor enfrenta desafios, como a logística. Paulo Bertolini, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), apontou que o país opera com duas safras principais, o que exige grande capacidade de armazenagem para manter o fluxo contínuo de escoamento.
“Hoje, temos um déficit de 130 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem”, alertou Bertolini, ressaltando a importância da infraestrutura de transporte.
Crescimento e Oportunidades Futuras
Apesar dos gargalos, o setor demonstra crescimento robusto. A produção de DDGS no Brasil cresceu 269% desde 2020. Projeta-se que o país atinja 4,8 milhões de toneladas em 2026 e até 6 milhões em 2030, segundo a União Nacional do Etanol de Milho (Unem).
A entrada da China reforça essa perspectiva, abrindo uma oportunidade de mercado de pelo menos 7,8 bilhões de reais para o Brasil, segundo Renato Zicardi, diretor de Trading Internacional da Inpasa.
Conclusão: Otimismo Apesar dos Desafios Estruturais
O setor de etanol de milho mantém um forte otimismo, impulsionado pela demanda global, especialmente da China. O aumento projetado na produção e consumo de DDG sinaliza um crescimento significativo, embora a melhoria da infraestrutura de armazenagem e transporte seja crucial para concretizar todo o potencial de exportação.
Autor(a):
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