Estudo de British Columbia revela: como usar redes sociais sem afetar sua saúde mental?

Estudo da Universidade de British Columbia revela o segredo para usar redes sociais sem afetar a mente. Saiba como equilibrar conexão e bem-estar!

07/04/2026 09:38

4 min

Estudo de British Columbia revela: como usar redes sociais sem afetar sua saúde mental?
(Imagem de reprodução da internet).

O Uso das Redes Sociais: Equilíbrio entre Desconexão e Conexão Consciente

É possível manter-se conectado às redes sociais sem comprometer a saúde mental. O segredo, segundo um estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá, publicado no Journal of Experimental Psychology: General, reside na maneira como utilizamos essas plataformas.

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A pesquisa aponta que tanto o afastamento total quanto o uso mais intencional podem gerar benefícios, embora em aspectos distintos.

Interromper o uso das redes sociais demonstrou reduzir sintomas como ansiedade e estresse. Por outro lado, aprender a navegar por elas de forma mais consciente ajudou a diminuir sentimentos de solidão e o chamado FOMO, ou “medo de ficar de fora”.

A Importância da Interação no Mundo Real

O psicólogo clínico Vitor Koichi Iwakura Fugimoto, do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, do Einstein Hospital Israelita, explica que a melhora na solidão e no FOMO ocorreu porque os participantes foram incentivados a se conectar com pessoas no cotidiano, fora do ambiente virtual.

Ele enfatiza que o problema não é o uso das redes em si, mas sim a forma como essa interação é conduzida. O estudo acompanhou 393 jovens adultos canadenses, de 17 a 29 anos, preocupados com o impacto digital em seu bem-estar.

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Desenho do Experimento e Avaliações

Os participantes foram divididos em três grupos ao longo de seis semanas. Um grupo manteve o uso normal, outro parou completamente, e o terceiro recebeu aulas focadas em modificar a interação. O objetivo era reduzir comparações sociais e o consumo passivo, priorizando laços mais significativos.

Os pesquisadores monitoraram o tempo de uso, a intensidade e o padrão de engajamento, comparando a rolagem passiva com a interação ativa. Foram avaliados indicadores de estresse, ansiedade, solidão e sintomas depressivos em diferentes momentos.

Entendendo a Natureza Ambivalente das Plataformas Digitais

Os autores concluíram que as redes sociais possuem uma natureza ambivalente: elas amplificam pressões de comparação e autoapresentação, mas também oferecem oportunidades genuínas de conexão. Fugimoto ressalta que é crucial diferenciar os tipos de uso.

Um padrão prejudicial é o uso passivo, quando o acesso ocorre sem um objetivo claro. Além disso, consumir conteúdo focado em celebridades ou fofocas, sem interagir com amigos e familiares, tende a aumentar a sensação de isolamento.

Fatores de Risco e Comparação Social

A comparação social é um fator central. Embora seja um comportamento humano natural, ele se intensifica nas plataformas, que tendem a exibir apenas recortes positivos e idealizados da vida. O psicólogo alerta que o que é mostrado raramente reflete a realidade da maioria das pessoas.

Outro ponto de atenção é a intensidade do uso. Quanto mais tempo gasto, maior a sensação de perda de controle, o que pode piorar o bem-estar. Esse ciclo vicioso leva o usuário a permanecer conectado por mais tempo do que planejou.

Evidências Científicas e Estratégias de Uso Consciente

Diversos estudos corroboram essas descobertas. Uma revisão sistemática de 2022 reuniu dados de 18 pesquisas, mostrando que o uso problemático, e não apenas o tempo de exposição, é um preditor mais forte de sintomas depressivos e ansiosos.

Pesquisas mais recentes, como um estudo longitudinal de 2025, associaram aumentos no tempo de tela a elevações posteriores de sintomas depressivos. Outra meta-análise de 2025 indicou que maior comparação social online está ligada a preocupações com a imagem corporal e sintomas de transtornos alimentares.

Transformando o Engajamento Digital

No estudo canadense, os participantes que seguiram a intervenção de “uso intencional” foram orientados a reduzir comparações, silenciar contas negativas e priorizar interações ativas, como mensagens diretas e comentários significativos.

O psicólogo sugere que o primeiro passo é definir um propósito ao abrir qualquer aplicativo. É necessário criar um filtro ativo, revisando as contas seguidas e questionando o impacto real de cada perfil.

Manter a consciência é vital, pois os algoritmos continuam sugerindo conteúdos. Estabelecer limites de tempo e evitar o acesso automático ajuda o indivíduo a perceber seus padrões de uso, visando um comportamento digital mais equilibrado.

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