Gastroplastia Endoscópica: O novo caminho para emagrecer sem cirurgia invasiva?

Gastroplastia Endoscópica: o novo caminho para emagrecer sem cirurgia invasiva? Eduardo Grecco explica o método revolucionário! Clique e saiba mais.

18/04/2026 16:49

3 min

Gastroplastia Endoscópica: O novo caminho para emagrecer sem cirurgia invasiva?
(Imagem de reprodução da internet).

Novas Fronteiras no Tratamento da Obesidade: A Gastroplastia Endoscópica

Os métodos para combater a obesidade estão avançando rapidamente, apresentando tecnologias cada vez mais eficazes. Surgiu uma alternativa promissora para quem busca emagrecer sem passar por procedimentos cirúrgicos invasivos, como a cirurgia bariátrica, nem arcar com os custos elevados de canetas emagrecedoras.

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A gastroplastia endoscópica se destaca como um procedimento rápido, que pode ser mais econômico a longo prazo que medicamentos e apresenta menos efeitos colaterais em comparação com a cirurgia tradicional. O médico Eduardo Grecco, gastrocirurgião, endoscopista e professor de Medicina da Faculdade do ABC, defende essa sutura endoscópica como um caminho para um emagrecimento mais saudável.

Entendendo o Procedimento de Gastroplastia Endoscópica

Eduardo Grecco detalha que o tratamento é realizado inteiramente por endoscopia. O paciente necessita de internação hospitalar, em centro cirúrgico, sob anestesia geral. O procedimento consiste na sutura do estômago, costurando-o com um sistema único de fios de prolene, o que efetivamente “tubuliza” o órgão.

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Com isso, o volume gástrico, que originalmente é de cerca de 1.300 ml, é reduzido para aproximadamente 300 ml. Ele explica que é um método restritivo, fazendo com que o paciente consuma menos alimentos. Após o procedimento, o acompanhamento com uma equipe multidisciplinar, incluindo nutricionistas e psicólogos, ajuda o paciente a manter a redução alimentar e, idealmente, promover a perda de peso.

Comparativo com Cirurgias Bariátricas

Segundo Grecco, a sutura endoscópica possui uma vantagem crucial: ela não causa a perda de nutrientes, algo que ocorre em outras abordagens. Ele aponta que procedimentos como o sleeve ou bypass envolvem cortes ou reduções significativas, e a bariátrica pode levar à desabsorção de nutrientes.

A principal diferença reside no mecanismo de perda de peso. Enquanto a bariátrica faz com que o paciente absorva menos gorduras e açúcares, ele também pode perder vitaminas e ferro, exigindo suplementação. Já a gastroplastia endoscópica é puramente restritiva, sem essa perda metabólica associada.

Indicações e Resultados Esperados

Para a cirurgia bariátrica, o médico indica pacientes com obesidade mórbida e comprovada, pois a perda de peso pode variar entre 30% e 40%. Na gastroplastia endoscópica, o foco é a restrição, com uma perda de peso estimada entre 20% e 25%.

Em ambos os casos, há uma perda inicial de cerca de 10% nos primeiros meses. O paciente deve seguir uma dieta rigorosa, líquida e hipocalórica, visando atingir o peso ideal em um período de até nove meses. É importante notar que a sutura não compartilha da perda de peso metabólica observada após a cirurgia bariátrica.

Análise de Custos e Riscos

Em termos de custo-benefício, Grecco avalia que a gastroplastia endoscópica é mais econômica a longo prazo que o uso contínuo de canetas emagrecedoras. Embora a bariátrica tenha cobertura de convênio, o custo particular é alto. A sutura endoscópica custa entre R$ 35 mil e R$ 40 mil, enquanto o tratamento de dois anos com canetas pode ultrapassar R$ 80 mil.

Sobre os riscos, o médico enfatiza que a sutura endoscópica não apresenta riscos cirúrgicos graves. Os riscos mais citados em outros métodos são a desnutrição e a perda de vitaminas. Ele alerta que o principal risco na sutura é o reganho de peso, e não complicações médicas diretas.

Contraindicações e Cuidados Essenciais

Existem pacientes que não são indicados para o procedimento, como aqueles com lesões gástricas ou com distúrbios de compulsão alimentar. É fundamental que o paciente compreenda a necessidade de seguir uma dieta restritiva.

A avaliação psicológica ou psiquiátrica é crucial para identificar quadros de compulsão alimentar. O médico esclarece que a contraindicação não é apenas o excesso de peso, mas sim o diagnóstico de um transtorno alimentar que impede o paciente de aderir às mudanças dietéticas necessárias.

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