Empresas brasileiras lutam com a Reforma Tributária: o que a NTT DATA revela?

NTT DATA aponta: 41% das empresas brasileiras lutam com a Reforma Tributária. Saiba como a transição entre PIS, ICMS e novos tributos afeta o dia a dia!

16/04/2026 16:04

3 min

Empresas brasileiras lutam com a Reforma Tributária: o que a NTT DATA revela?
(Imagem de reprodução da internet).

Desafios na Adaptação das Empresas Brasileiras à Reforma Tributária

Uma pesquisa realizada pela multinacional de tecnologia e consultoria NTT DATA revela que quase metade das empresas no Brasil ainda enfrenta dificuldades significativas para se preparar para a reforma tributária. O levantamento, que envolveu mais de mil companhias em 20 estados, aponta que 41% consideram a transição entre o modelo de impostos atual e o novo sistema como o principal ponto de incerteza neste momento de implementação.

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A reforma propõe a substituição de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS por dois novos tributos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Durante o período de transição, as empresas precisarão operar com a convivência de regras antigas e novas simultaneamente.

A Complexidade da Transição Operacional

Diogo Brito, product director da NTT DATA, ressalta que o grande desafio reside em converter as mudanças legais em processos operacionais internos. Ele explica que a simplificação prometida pela reforma não anula a complexidade inerente ao período de transição.

Segundo Brito, as empresas terão que conviver com dois modelos tributários por vários anos, o que exige uma revisão profunda em processos, sistemas e governança corporativa. Além disso, as dúvidas se estendem a outros aspectos do sistema.

Incertezas sobre Incentivos e Regimes Fiscais

O estudo também evidenciou outras fontes de apreensão além da mudança estrutural dos impostos. Cerca de 22% das empresas manifestaram não saber como os incentivos fiscais e setoriais serão tratados após a reforma.

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Outro grupo, composto por 15% das companhias, ainda não compreende totalmente como a segunda fase das alterações afetará seus regimes tributários. Para Brito, essa falta de clareza se deve ao fato de que parte das regras ainda aguarda regulamentação e detalhamento governamental.

Adoção de Sistemas e Preparação Setorial

Apesar das dúvidas, a pesquisa indica um avanço na preparação das companhias. O levantamento mostrou que 65% das empresas já iniciaram projetos de adaptação de seus sistemas fiscais e plataformas de gestão empresarial (ERP).

Em comparação com um estudo similar realizado pela NTT DATA em 2025, o cenário era distinto, visto que na época, 38% das empresas ainda não haviam começado qualquer ajuste. Contudo, ainda há um grupo em fase inicial de planejamento.

Impactos Além da Área Fiscal

Para o executivo, o impacto da reforma transcende o mero cálculo de tributos. A mudança pode redefinir rotinas operacionais e até mesmo as relações com fornecedores. Ele aconselha que o primeiro passo seja um diagnóstico completo sobre como a reforma afeta processos, sistemas e contratos.

Não se trata apenas de uma alteração tributária, mas de uma transformação estrutural que toca diversas áreas do negócio. É crucial avaliar como a transição pode impactar toda a cadeia de fornecedores, pois parceiros despreparados podem gerar variações de custos e preços.

Riscos e Próximos Passos para o Setor

Entre as maiores preocupações apontadas pelas empresas, 27% citam as mudanças nos processos internos como o risco mais significativo da transição. Outros 23% temem erros de apuração e possíveis autuações fiscais.

Adicionalmente, 18% expressam receio com a dificuldade de integração entre os novos sistemas e as plataformas já em uso. Brito enfatiza que a preparação exige tanto atualização tecnológica quanto o treinamento das equipes responsáveis pela gestão fiscal.

A pesquisa visa acompanhar, nos próximos anos, como o setor produtivo se ajusta ao novo sistema tributário e quais etapas da transição ainda geram questionamentos no mercado.

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