Confiança do Setor de Serviços no Brasil Cai à Menor Patamares em 2026

Confiança do Setor de Serviços no Brasil Apresenta Queda Contínua em Abril
A confiança do setor de serviços no Brasil continuou a diminuir em abril, marcando o terceiro mês consecutivo de queda e atingindo o nível mais baixo desde agosto de 2025, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
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O Índice de Confiança de Serviços (ICS) registrou uma queda de 0,6 ponto, fechando em 87,8 pontos. Essa desceleração foi impulsionada por uma combinação de fatores, tanto na avaliação da situação atual do setor quanto nas expectativas para o futuro.
Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE, atribuiu a queda da confiança ao endividamento elevado das famílias e às altas taxas de juros, que já representavam um peso sobre o setor. Além disso, ele destacou a influência da turbulência externa, especialmente o conflito no Oriente Médio, que tem pressionado a inflação e dificultado a perspectiva de uma redução nas taxas de juros, o que, por sua vez, impacta negativamente as chances de recuperação da confiança no curto prazo.
A situação global, com o aumento dos preços do petróleo devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, também contribui para o cenário de incerteza.
Indicadores Detalhados Revelam a Extensão da Queda
O Índice de Situação Atual (ISA-S), que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente do setor de serviços, também apresentou queda em abril, caindo 0,4 ponto para 92,1 pontos. Paralelamente, o Índice de Expectativas (IE-S), que reflete as perspectivas para os próximos meses, recuou 0,7 ponto, atingindo 83,7 pontos.
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Esses resultados indicam que o ambiente econômico adverso já está começando a afetar a atividade atual do setor.
Banco Central e Perspectivas de Juros
O Banco Central do Brasil (BC) tomará uma decisão sobre sua política monetária nesta quarta-feira (29), com a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, atualmente em 14,75%. A decisão do BC reflete a cautela diante da inflação, que tem sido impulsionada pelo aumento dos preços do petróleo, um fator agravante devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.
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