IGP-M Dispara em 2,73% com Crise no Oriente Médio e Impacta Inflação!

IGP-M Acelera em Abril, Impactado pela Crise no Oriente Médio
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou um aumento de 2,73% em abril, um crescimento que surpreendeu analistas e superou as expectativas de 2,53% apontadas pela Reuters. A divulgação, feita pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira, demonstra uma aceleração no ritmo inflacionário, impulsionada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.
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Esse resultado eleva o acúmulo do IGP-M em 12 meses para 0,61%.
Matheus Dias, economista do FGV IBRE, atribuiu o avanço do índice a influências diretas da crise, que se refletem nos preços do petróleo e na instabilidade global. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã tem gerado preocupações com o fechamento do Estreito de Ormuz, impactando o fornecimento de energia e, consequentemente, elevando os preços no mercado internacional.
A perspectiva de uma resolução rápida para o conflito permanece incerta, intensificando a pressão sobre a inflação.
Componentes do IGP-M Apresentam Variações Significativas
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M, disparou 3,49% em abril, impulsionado principalmente pelo aumento nos preços de matérias-primas brutas, em decorrência do choque provocado pela guerra. Produtos da cadeia petroquímica, como sacos e sacolas plásticas para embalagem, também registraram repasses de preços mais elevados, refletindo sua importância no varejo.
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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que corresponde a 30% do índice, avançou 0,94% em abril, com destaque para a alta dos combustíveis, especialmente gasolina (6,3%) e diesel (14,9%).
Além dos combustíveis, o aumento dos custos dos materiais de construção também contribuiu para o aumento do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 1,04% em abril, em comparação com 0,36% em março. A FGV aponta para o aumento dos preços da massa de concreto, tubos de PVC e blocos de concreto como fatores-chave nesse aumento, devido ao repasse dos custos mais altos dos insumos.
Banco Central Acompanha de Perto a Inflação
Diante do cenário inflacionário, o Banco Central tem adotado uma postura cautelosa, com expectativa de corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros Selic, atualmente em 14,75%. Essa medida visa conter o avanço da inflação, considerando o impacto da crise no Oriente Médio nos preços e a pressão sobre a economia brasileira.
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