CCJ adia votação de PECs sobre jornada de trabalho; Lula propõe mudança imediata!

CCJ adia votação de PECs sobre jornada de trabalho. O que muda? Saiba os detalhes do parecer de Paulo Azi e o PL do governo Lula da Silva!

15/04/2026 13:40

2 min

CCJ adia votação de PECs sobre jornada de trabalho; Lula propõe mudança imediata!
(Imagem de reprodução da internet).

CCJ adia votação de PECs que visam reduzir jornada de trabalho

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, a votação das PECs 221 de 2019 e 8 de 2025. Essas propostas visam diminuir a jornada de trabalho semanal de 44 para 36 horas.

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A solicitação de vista coletiva foi feita pelos deputados Lucas Redecker (PSD-RS) e Bia Kicis (PL-DF), o que obriga o adiamento da votação, sem que uma nova data tenha sido estabelecida até o momento.

Análise e sugestões do parecer

O parecer apresentado pelo relator, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), foi favorável à aprovação da redução. Ele também sugeriu a criação de uma fase de transição para os setores e recomendou a diminuição de tributos sobre as folhas de pagamento para compensar a mudança.

Próximas etapas legislativas

Nesta fase de tramitação, o foco é avaliar a constitucionalidade do projeto. O conteúdo final ainda precisará ser elaborado em uma comissão especial, que será instalada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após a aprovação na CCJ.

Segundo a proposta original, a transição da redução da jornada ocorreria ao longo de dez anos. Isso significa que, mesmo que aprovada em 2026, a PEC só começaria a valer em 2036.

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Concorrência de projetos e o papel do Executivo

Em paralelo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou, na terça-feira, 14 de abril, um projeto de lei com urgência constitucional tratando do mesmo tema. O texto do Executivo, contudo, estabeleceria um efeito imediato, fixando a jornada em 40 horas semanais e garantindo dois dias de folga consecutivos, preferencialmente aos sábados e domingos.

Devido ao regimento interno, não é possível tramitar simultaneamente uma PEC e um PL sobre o mesmo assunto. Por isso, Motta deve se reunir com os líderes partidários para definir a viabilidade e qual projeto terá prioridade.

Como o governo protocolou o PL em regime de urgência, o Congresso terá um prazo de 45 dias em cada Casa para votar o projeto apresentado pelo Poder Executivo.

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