Cármen Lúcia fala sobre desconfiança no STF e o que o Judiciário precisa mudar em 2026

Desconfiança Institucional: Cármen Lúcia Aborda o Cenário do STF
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, comentou nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026, que as instituições, sejam elas públicas ou privadas, enfrentam um sentimento de desconfiança por parte da população. Apesar disso, ela observou que o STF está passando por um processo de “tentativa de mudança”.
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Durante o seminário “O Brasil na visão das lideranças públicas”, realizado em São Paulo, a ministra reconheceu que há um certo grau de desconfiança nas instituições em geral. Ela enfatizou que essa desconfiança não se restringe apenas aos órgãos estatais.
Compromisso com a Legalidade e Transparência
Cármen Lúcia assegurou que, embora não possa falar em nome de todos os membros da Corte, pode garantir que suas ações estão sempre dentro da legalidade. “Da minha parte, digo: podem dormir tranquilos. Não há uma linha minha que esteja fora da lei”, afirmou a magistrada.
A ministra também manifestou estar ciente da tensão que permeia o STF. Segundo seu relato, é fundamental que o Supremo demonstre ao público seu propósito de servir à nação. Isso exige maior transparência nas atividades de seus integrantes, especialmente fora do ambiente de Brasília.
A Necessidade de Adaptação do Judiciário
Ela ponderou que o Supremo não pode permanecer em sua dinâmica atual. A ministra acredita que o Tribunal tem buscado se adaptar nesse sentido há pelo menos os últimos dez ou quinze anos. A transparência, segundo ela, pode ser um fator positivo para o Judiciário, para o STF e para a convivência entre os próprios ministros.
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A Percepção Pública sobre o Trabalho dos Ministros
Os dados recentes refletem essa percepção negativa. O PoderData realizou uma pesquisa sobre a visão dos brasileiros sobre o trabalho dos ministros do STF desde 2021. Atualmente, 52% dos eleitores consideram o trabalho da Corte como “ruim” ou “péssimo”.
Essa porcentagem representa um aumento significativo em comparação com junho de 2021, quando o índice era de 31%. Em uma pesquisa anterior, realizada em 2025, a taxa já havia atingido 44%, indicando uma tendência de preocupação popular.
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