Brasil lidera biotecnologia com FIV em bovinos, impulsionando produção de carne

FIV em bovinos impulsiona biotecnologia brasileira, elevando o Brasil ao topo da produção mundial de carne com avanços genéticos

21/06/2026 08:31

3 min

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Brasil Consolida Liderança em Biotecnologia com FIV em Bovinos

São Paulo, 15 de Julho de 2026 – O Brasil se estabeleceu como o maior produtor e exportador de carne do mundo, além de uma superpotência biotecnológica no setor agropecuário. A produção e comercialização de embriões bovinos por Fertilização In Vitro (FIV) – técnica que encurta gerações e otimiza o potencial genético do rebanho – impulsiona essa posição.

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Dados da Asbia indicam que o Brasil responde por mais de um terço da produção global de embriões in vitro, consolidando-se como líder nesse campo. A CPEX Embriões, fundada em 2021, é uma empresa brasileira especializada em projetos de multiplicação genética em larga escala.

Em maio, a empresa inaugurou um laboratório de biotecnologia em Mogi Mirim (SP) para ampliar os controles da produção in vitro de embriões.

Matheus Oliveira, sócio e fundador da CPEX, afirmou que o volume de embriões produzidos no Brasil com a FIV dobrou nos últimos 10 anos. “A FIV, que inicialmente se concentrava em projetos de genética de elite, agora faz parte da rotina de propriedades com foco em produção”, explicou Oliveira.

A projeção de faturamento da CPEX Embriões é de R$ 40 milhões em 2026 e R$ 50 milhões em 2027. O método tradicional de reprodução bovina limita o ganho genético, enquanto a Aspiração Folicular (OPU) combinada com a FIV permite que uma única vaca produza centenas de descendentes em poucos meses, através de “barrigas de aluguel” (vacas receptoras).

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A tecnologia de transferência direta dos embriões (Direct Transfer ou DT) possibilita o acesso a materiais congelados e produtivos para pequenos e médios pecuaristas.

O impacto da tecnologia é imediato, consolidando características que levariam várias gerações para se fixar no cruzamento convencional. No campo, o tempo entre o nascimento e o abate (terminação) está diminuindo, encurtando o ciclo produtivo da pecuária de corte nacional.

A nova estrutura em Mogi Mirim faz parte de um plano de integrar biotecnologias no desenvolvimento da atividade pecuária, buscando maior sustentabilidade produtiva e financeira. A CPEX planeja expandir para Campo Grande (MS), com um novo laboratório previsto para operar em 2026, com capacidade para produzir até 30 mil embriões mensais.

O laboratório de Mogi Mirim opera com protocolos de biossegurança rigorosos, incluindo pressão positiva e renovação de ar com mais de 99% de pureza, garantindo a eficiência na produção de embriões. Em 5 anos, a CPEX coletou mais de 2 milhões de oócitos, produzindo mais de 410 mil embriões, além de 180 mil embriões transferidos e diagnosticados, com uma taxa de concepção média de quase 50%.

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