PF enfrenta atrasos em operação Master: diretor-geral Andrei Rodrigues explica dificuldades na localização de alvos e critica decisão de Toffoli
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explicou o atraso no cumprimento de mandados judiciais na investigação envolvendo o Banco Master. A manifestação, enviada ao gabinete do ministro Dias Toffoli, ocorreu em resposta a uma intimação do magistrado, que havia criticado a corporação pela operação.
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Rodrigues justificou a demora por dificuldades em localizar os alvos dos mandados, além do impacto de outras operações da polícia judiciária no mesmo dia. O alvo principal da investigação é o fundador do Master, Zettel, que foi preso e posteriormente solto por decisão de Toffoli.
Durante a operação, a PF realizou buscas e apreensões em endereços de familiares de Vorcaro e do investidor Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD.
Rodrigues destacou que a complexidade da situação, incluindo o elevado poder aquisitivo dos envolvidos, a mobilidade nacional e internacional, e o período de intensos deslocamentos, tornavam a fixação de endereços para cumprimento de medidas judiciais um desafio.
Toffoli atribuiu a “inércia exclusiva” da Polícia Federal e a “inobservância expressa e deliberada” da decisão proferida, apontando que o atraso causou “eventual prejuízo” às demais medidas.
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Inicialmente, Toffoli determinou que todos os materiais apreendidos fossem imediatamente lacrados e acautelados no STF para perícia. Posteriormente, o ministro retirou o poder da PF para realizar o perícia, transferindo a tarefa para a Procuradoria Geral da República e também criticou o Banco Central, citando “vulnerabilidades” na regulação e fiscalização.
Rodrigues solicitou que Toffoli reconsiderasse a decisão, devido à possibilidade de bloqueio remoto e autodestruição lógica de dispositivos eletrônicos, que representam um risco na investigação.
O caso do Banco Master demonstra a complexidade de investigações financeiras, com desafios logísticos e de segurança que exigem coordenação entre diferentes órgãos e a consideração de fatores como a mobilidade dos suspeitos e a proteção de evidências.
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