Arroz do Brasil dispara 114% em 2026: Veja destinos e o que impulsionou o setor!

Exportações de arroz brasileiro disparam 114% em T1/2026! Saiba como US$ 159,7 milhões foram gerados e quais mercados impulsionaram o recorde. Clique e confira!

13/04/2026 17:09

3 min

Arroz do Brasil dispara 114% em 2026: Veja destinos e o que impulsionou o setor!
(Imagem de reprodução da internet).

Exportações de Arroz Brasileiro Disparam 114% no Primeiro Trimestre de 2026

As exportações de arroz do Brasil apresentaram um crescimento expressivo de 114% no primeiro trimestre de 2026. No período de janeiro a março, foram embarcadas 685 mil toneladas de arroz, considerando a base casca. Este número contrasta significativamente com as 281 mil toneladas enviadas no mesmo período de 2025.

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Em termos de faturamento, a receita também registrou um aumento notável de 55%, totalizando US$ 159,7 milhões no primeiro trimestre do ano. Esses dados foram compilados pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), utilizando informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Principais Destinos e Retomada do Fluxo Comercial

Segundo o levantamento da Abiarroz, os principais mercados compradores para o arroz brasileiro foram Venezuela, Senegal e México. A gerente de Exportação da Abiarroz, Beatriz Sartori, explicou que o período de janeiro a março corresponde à entressafra do arroz.

Recuperação Pós-Eventos e Vendas Estratégicas

Beatriz Sartori ressaltou que, em 2025, os estoques estavam baixos devido às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano anterior. Com a safra maior em 2025, o Brasil conseguiu retomar o fluxo normal de embarques neste ano.

Além disso, houve uma recuperação nas vendas para os Estados Unidos, um mercado considerado estratégico para o arroz beneficiado brasileiro, especialmente o polido, que possui maior valor agregado.

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Desempenho do Arroz Beneficiado e Fatores de Mercado

O arroz beneficiado pela indústria, que representa metade do volume total exportado, viu um aumento de 106% nos embarques, totalizando 349,5 mil toneladas e gerando receita de US$ 75,4 milhões, um crescimento de 21%.

A gerente de Exportação da Abiarroz atribuiu o descompasso entre o aumento do volume e o da receita à alta oferta do produto no cenário global, o que impactou diretamente o preço do grão. Ela justificou que a queda foi motivada pelo retorno da Índia ao comércio internacional, em meio a uma safra recorde.

Panorama das Importações e Desafios Setoriais

No que diz respeito às compras, o Brasil importou 386 mil toneladas de arroz (base casca) no primeiro trimestre, com um desembolso de US$ 85 milhões. Isso implica um aumento de 7% no volume importado, mas uma queda de 28,5% no valor comparado ao ano anterior.

A maior parte desse montante importado, 94%, foi destinada ao arroz beneficiado. A cotação do arroz manteve as negociações entre produtores e a indústria em um ritmo mais lento durante a safra 2025/2026.

Pressões de Preço e Propostas de Apoio

O custo elevado e a concorrência de países como Paraguai e Índia pressionaram os preços da saca para baixo. O volume de exportações, por sua vez, reflete o aproveitamento de estoques acumulados.

Para enfrentar os desafios, foram propostas iniciativas, como a recomendação de reduzir a área plantada para a próxima safra. Outras discussões incluem a busca por novos mecanismos de comercialização e o estímulo às exportações.

Também foi discutida a possibilidade de alongar as dívidas de custeio dos produtores, o que poderia distribuir os pagamentos e diminuir a pressão de vendas logo após a colheita, quando a oferta é maior e os preços tendem a cair. Atualmente, o CEPEA Esalq/USP aponta o valor em R$ 62,88 por saca de 50 kg, um valor superior ao início da colheita, mas ainda abaixo do ideal de cerca de R$ 80,00 por saca para os produtores.

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