Fiesp critica governo sobre jornada de trabalho: Skaf aponta falhas na transparência?

Paulo Skaf, da Fiesp, critica governo por falta de transparência na jornada de trabalho. Saiba o que ele disse sobre o papel do Estado!

24/04/2026 17:41

2 min

Fiesp critica governo sobre jornada de trabalho: Skaf aponta falhas na transparência?
(Imagem de reprodução da internet).

Fiesp critica condução governamental sobre jornada de trabalho

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), manifestou críticas severas à maneira como o governo federal tem conduzido os debates sobre a possível alteração da escala de trabalho 6×1. Em entrevista concedida à CNN Brasil nesta sexta-feira, dia 24, Skaf classificou a abordagem governamental como totalmente desprovida de transparência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estrutura financeira e intervenção estatal

Segundo o líder da Fiesp, o Estado carece de estrutura financeira para se envolver em questões de natureza trabalhista. “O governo não tem nem estrutura, ele é um endividado para ficar falando em ajudar aqui ou ali. Esse paternalismo, a sociedade não precisa”, declarou Skaf, expressando seu ceticismo sobre a capacidade de intervenção do poder público.

Foco das discussões sobre a jornada

Skaf também fez questão de corrigir um ponto de vista comum, apontando que a escala 6×1 é majoritariamente adotada por grandes corporações, e não por micro e pequenas empresas. “Ele deveria saber que a maior parte das empresas que tem 6×1 são as grandes empresas, não são as micro, pequenas empresas.

Então, sempre a discussão do governo não é transparente”, enfatizou.

Defesa da negociação e da liberdade contratual

O presidente da Fiesp defendeu veementemente o aumento da autonomia nas negociações trabalhistas. Ele alertou que o excesso de regulamentação pode, na verdade, impulsionar a informalidade no mercado de trabalho.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Riscos do engessamento legal

“Exatamente com esses engessamentos, acaba o trabalhador querendo fazer e como está engessado por lei, acaba entrando no campo da informalidade”, explicou Skaf em sua argumentação. Questionando a base legal, ele indagou sobre a previsão de jornada de trabalho na Constituição Federal.

Prioridade na negociação em detrimento da lei

Skaf reforçou que o princípio fundamental da reforma trabalhista deve ser sempre dar prioridade à negociação coletiva em vez de legislações rígidas. “O princípio da reforma trabalhista é deixar menos legislar e mais negociar. É o negociado tomar o espaço legislado”, afirmou.

Ele concluiu sua fala criticando o nível de intervenção, dizendo que o que está ocorrendo é um “engessar até a escala de trabalho. É um absurdo”, reforçando a necessidade de maior flexibilidade no ambiente de negócios.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!