Zambelli: Justiça Italiana Adia Audiência de Extradição para o Brasil
Deputada Zambelli: Justiça Italiana adia audiência de extradição para o Brasil. Defesa pede documentos e impeachment de Moraes. Processo segue em Roma.
A Justiça italiana novamente adiou a audiência que determinará se a deputada do PL (São Paulo) será extradição para o Brasil. O julgamento, originalmente agendado para a quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, foi suspenso devido à solicitação da defesa de Zambelli de incluir 70 novos documentos no processo.
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A Corte de Apelação de Roma retomará a avaliação em 18 de dezembro.
Solicitação de Documentos e Impeachment
Segundo o advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, a inclusão de documentos referentes ao relator do caso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, além de um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foram solicitadas à corte.
A informação foi divulgada ao Poder360.
Histórico do Caso e Condenações
A deputada está presa desde julho no complexo penitenciário de Rebibbia, em Roma. Em novembro, a defesa solicitou o adiamento da sessão devido à greve dos advogados na Itália. Zambelli foi condenada pelo STF a 15 anos de prisão, em dois processos.
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As condenações resultaram da liderança da invasão de sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), com uma pena de 10 anos, e por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal contra o jornalista Luan Araújo, em São Paulo, com pena de 5 anos e 3 meses.
Avaliação da Corte de Apelação e Processo de Extradição
O Ministério Público da Itália emitiu parecer favorável à continuidade do processo de extradição em outubro. A AGU (Advocacia Geral da União) acompanha o caso para garantir o cumprimento da decisão do STF. O processo de extradição se baseia no tratado bilateral de 1989, solicitado pelo Brasil (via STF e Itamaraty).
A Corte de Apelação de Roma analisará se os requisitos do tratado foram atendidos, incluindo a dupla tipicidade, garantias de direitos e a natureza do crime. Mesmo com a aprovação da corte, a decisão final sobre a extradição cabe ao Ministério da Justiça da Itália, que possui poder discricionário para autorizar ou negar a entrega.
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