Yara Tebet: Fim da Escala 6×1 é “Irreversível” e Exige Compensações Urgentes

Em uma entrevista realizada na segunda-feira, 25 de maio de 2026, a ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Yara Tebet, reafitou sua posição sobre o fim da escala de trabalho 6 X 1, classificando-o como uma mudança irreversível. A declaração foi proferida durante um evento organizado pelo Direitos Já!
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Fórum pela Democracia, em São Paulo, e gerou discussões sobre os impactos dessa medida no cenário econômico brasileiro.
Análise de um Estudo Preliminar
Tebet explicou que, durante seu período no governo, solicitou ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a realização de um estudo sobre as consequências da alteração na jornada de trabalho. Segundo ela, o estudo inicial ainda carecia de informações detalhadas sobre o setor de pequenos comerciantes e prestadores de serviços, mas já apontava que a medida não traria prejuízos generalizados para o setor produtivo.
A ex-ministra ressaltou a importância de considerar a diversidade dos setores da economia brasileira.
Necessidade de Ações Compensatórias
A ex-ministra enfatizou que, embora o estudo indicasse um cenário positivo, alguns setores, especialmente os micro e pequenos empreendedores, poderiam sentir os efeitos da mudança de forma mais intensa. Ela defendeu que o Estado e o Congresso Nacional precisariam implementar mecanismos de compensação para esses setores.
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Tebet acredita que essa abordagem é fundamental para garantir a estabilidade econômica e social do país.
Comparação com a Reforma Tributária
Tebet fez uma comparação entre a tramitação da proposta de fim da escala 6 X 1 e a aprovação da reforma tributária, destacando que a vitória seria fruto do trabalho conjunto de diversos partidos e congressistas. Ela afirmou que a aprovação da proposta representaria uma conquista para o povo brasileiro, reconhecida pela sociedade como um projeto de construção coletiva.
A ex-ministra também acredita que a Câmara dos Deputados poderá se beneficiar politicamente ao conduzir a votação da proposta.
Considerações Finais
A ex-ministra Tebet reforçou a importância de uma abordagem racional e ponderada na discussão sobre o fim da escala 6 X 1, comparando o processo com a reforma tributária. Ela expressou otimismo quanto à capacidade do Congresso Nacional de encontrar soluções que garantam a estabilidade do setor produtivo, ressaltando a necessidade de mecanismos de compensação para setores mais vulneráveis.
A tramitação da proposta, que precisa de 308 votos em dois turnos na Câmara, será retomada na quarta-feira, 27 de maio, com a discussão sendo adiada para 2027.
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