Brasil busca novos mercados após queda nas exportações para EUA e Argentina em maio de 2026

Brasil enfrenta desafios nas exportações! Queda de 14% para EUA e 21,7% para Argentina em maio de 2026. Veja como o país se reinventa!

11/06/2026 00:40

2 min

Brasil busca novos mercados após queda nas exportações para EUA e Argentina em maio de 2026
(Imagem de reprodução da internet).

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulgou dados que mostram uma queda significativa nas exportações brasileiras para os Estados Unidos e Argentina em maio de 2026. Em comparação com o mesmo mês de 2025, as vendas para o país norte-americano diminuíram 14%, atingindo US$ 3,09 bilhões, enquanto o volume embarcado reduziu 21,6%.

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Essa retração impactou a participação dos EUA nas exportações brasileiras, que ficou em 9,7% no mês.

Desempenho da Argentina

A Argentina também apresentou um recuo nas compras de produtos brasileiros, com exportações que totalizaram US$ 1,33 bilhão, uma queda de 21,7% em valor e 18,5% em volume em relação a maio de 2025. Essa situação reflete um cenário de desafios para o comércio bilateral entre os dois países.

Crescimento em Outros Mercados

Apesar da queda nas vendas para os dois principais mercados da região, o Brasil conseguiu manter um crescimento nas exportações totais em maio de 2026. Esse crescimento foi impulsionado pelo desempenho de outros parceiros comerciais, indicando uma tentativa de diversificação da pauta exportadora.

China, União Europeia e Mercados Emergentes

A China permaneceu como o principal destino dos produtos brasileiros, com embarques que alcançaram US$ 10,5 bilhões, um aumento de 9,5% em relação a maio de 2025. O mercado chinês respondeu por 32,9% de todas as exportações brasileiras no mês.

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A União Europeia também expandiu suas compras, com exportações que somaram US$ 4,9 bilhões, um crescimento de 8,8% na comparação anual.

Diversificação da Pauta Exportadora

Observou-se um crescimento notável nas exportações para mercados alternativos, especialmente na África. As vendas para o continente africano aumentaram 23,3% em volume e 10,2% em valor, atingindo US$ 1,17 bilhão. A América Central e Caribe também apresentou um crescimento expressivo, com avanços de 40,1% em valor (US$ 535 milhões) e 8,9% em volume embarcado.

Esses números evidenciam uma tendência de diversificação dos mercados compradores dos produtos brasileiros, em resposta à perda de espaço das vendas para os Estados Unidos e Argentina. No entanto, a China continua sendo a principal sustentação da pauta exportadora do país, concentrando cerca de 1 em cada 3 dólares obtidos com vendas externas em maio de 2026.

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