WhatsApp é alvo de ação judicial global com o Brasil representado. Usuários de Austrália, Brasil, Índia e outros países questionam a criptografia e acesso a dados. Meta classifica ação como “frívola”
Um grupo internacional, com representação do Brasil, moveu uma ação judicial contra o WhatsApp, levantando acusações de que a empresa faz declarações falsas sobre privacidade e segurança. O processo, conforme acesso da Bloomberg, questiona a alegação de “criptografia de ponta a ponta”, mecanismo que supostamente garantiria a inacessibilidade das mensagens dos usuários à própria empresa.
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A ação busca examinar as práticas de armazenamento e análise de dados do aplicativo.
O cerne da disputa reside na alegação de que, apesar da promessa de criptografia de ponta a ponta, o WhatsApp armazena, analisa e pode acessar virtualmente todas as comunicações dos usuários. A ação destaca a contradição entre a informação exibida aos usuários – “as mensagens e chamadas são encriptadas ponta a ponta.
Só as pessoas nesta conversa as podem ler, ouvir ou compartilhar” – e a realidade das práticas internas da empresa.
Os autores da ação são usuários de países como Austrália, Brasil, Índia, México e África do Sul. Os advogados que representam o grupo solicitaram à corte que registre o caso como uma ação coletiva, o que poderia ampliar o escopo da disputa para incluir um número maior de usuários em escala global.
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A busca por uma ação coletiva visa maximizar o impacto da ação.
A Meta, empresa controladora do WhatsApp, classificou o processo como “frívolo” e anunciou que buscará sanções contra os advogados dos autores. Andy Stone, porta-voz da Meta, afirmou categoricamente que “qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda”.
A Meta ressaltou que o WhatsApp utiliza o protocolo Signal para criptografia desde 2014.
Os escritórios de advocacia envolvidos na ação, incluindo os de Jay Barnett, não forneceram declarações à Bloomberg. A disputa legal continua, com a Meta defendendo suas práticas e os autores buscando garantir a proteção da privacidade dos usuários do WhatsApp.
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