Vale do Ribeira garante IG para banana: o que muda para o mercado?

Vale do Ribeira Conquista Indicação Geográfica para a Banana
A produção de banana no Vale do Ribeira, em São Paulo, recebeu um importante reconhecimento: a Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência. Este feito foi conquistado com o apoio do Sebrae e concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
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A nova IG abrange as variedades Cavendish e Prata, cultivadas em uma das áreas mais tradicionais da bananicultura brasileira. O Vale do Ribeira é composto por diversos municípios, como Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Iporanga, Itaoca, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro, Ribeira, Sete Barras e Tapiraí.
Destaque da Produção Regional
A região é notável pelo grande volume e pela alta qualidade de sua banana. Esse destaque é favorecido por condições naturais ideais, incluindo clima úmido, solo fértil e um relevo característico.
Anualmente, o Vale do Ribeira produz mais de 850 mil toneladas de banana. Esse número representa quase 80% da produção total do estado, consolidando São Paulo como um polo significativo para a fruta no país, segundo um relatório da Embrapa de 2024, que apontava mais de 960 mil toneladas.
Impacto Econômico e Mercado
Para Hulda Giesbrecht, coordenadora de Tecnologias Portadoras de Futuro do Sebrae Nacional, o reconhecimento da banana do Vale do Ribeira abre novas portas. Ela ressalta que isso amplia o acesso a mercados mais exigentes e impulsiona o desenvolvimento econômico local.
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“Ao valorizar a produção e os produtores, o registro conquistado fortalece toda a cadeia da bananicultura e posiciona o Vale do Ribeira como referência nacional na produção de bananas de qualidade”, afirmou Hulda.
Tradição e Sustentabilidade no Campo
A obtenção da IG foi fruto de um esforço coletivo. A Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar) liderou o processo, contando com o suporte do Sebrae para a solicitação junto ao INPI.
O próximo passo envolve organizar o uso do selo e criar uma campanha de marketing robusta. O objetivo é que os consumidores compreendam a relevância dessa conquista, que atesta as técnicas, a tradição local e a qualidade do produto.
Visão dos Produtores
Augusto Aranha, presidente da Abavar, mencionou que o trabalho pela IG teve início em 2019. Ele atribuiu o reconhecimento à dedicação e organização da comunidade.
“Esse selo representa para nós uma consolidação de um viés que o Vale vem tomando em relação à agricultura. Somos uma agricultura sustentável, que preserva a natureza, com baixa pegada de carbono e pensando no mercado consumidor de São Paulo”, declarou Aranha.
Panorama das Indicações Geográficas
Com este registro, o número de Indicações Geográficas nacionais aumenta para 157. Desse total, 125 são do tipo Indicações de Procedência (IP) e 32 são Denominações de Origem (DO).
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