Pesquisadores da UFSCar Identificam Teste para Prever Perda de Independência em Idosos
Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que o teste CST (Sentar e Levantar) é capaz de identificar o risco de incapacidade funcional em idosos de forma antecipada. A pesquisa, que acompanhou mais de 2.300 participantes do Elsa (English Longitudinal Study of Ageing) por um período de 8 anos, demonstrou a eficácia do método, que utiliza apenas um cronômetro e uma cadeira, em comparação com a bateria tradicional SPPB (Short Physical Performance Battery).
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CST e a Detecção Precoce de Problemas Funcionais
O estudo, publicado em 25 de fevereiro de 2026 no Journal of the American Medical Directors Association, em parceria com a University College London e com o apoio da Fapesp, focou em idosos altamente funcionais para verificar a capacidade do teste de indicar a perda de independência antes do surgimento de limitações cotidianas.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) já recomendava o teste como ferramenta de avaliação.
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Critérios de Triagem e Recomendações
Pesquisadores identificaram que idosos que demoraram mais de 11,5 segundos para completar o CST apresentaram maior probabilidade de desenvolver limitações físicas. Diante disso, a equipe científica sugere reduzir o tempo de corte de 15 para 11,5 segundos.
A pesquisadora da UFSCar, Roberta de Oliveira Máximo, ressalta que essa alteração aumenta a sensibilidade da triagem, permitindo intervenções preventivas precoces, como exercícios e fisioterapia, a partir dos 60 anos.
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O Teste Avalia Diversas Capacidades
O professor de gerontologia da UFSCar, Tiago da Silva Alexandre, explica que o declínio funcional afeta inicialmente as atividades mais complexas, como trabalho e lazer. Posteriormente, o declínio se manifesta nas atividades instrumentais, como cozinhar e pagar contas, e, por fim, nas atividades básicas, como tomar banho.
O teste CST se mostrou eficaz para indicar a probabilidade de falhas em todas essas etapas.
Conclusão
A pesquisa enfatiza que, embora o teste pareça ser apenas uma avaliação de performance, ele avalia aspectos cruciais, como força e massa muscular dos membros inferiores, equilíbrio, condicionamento cardiorrespiratório e coordenação. A falha nessas capacidades, segundo os pesquisadores, antecede a perda de independência.
